Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Hamas aceita libertar reféns após pressão de Trump e impõe condições no plano de paz

Grupo anuncia entrega de todos os israelenses sequestrados, mas exige controle palestino em Gaza e participação nas decisões
Hamas aceita libertar reféns após pressão de Trump
Hamas aceita libertar reféns após pressão de Trump

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O Hamas anunciou nesta sexta-feira (03/10) que aceita libertar todos os reféns israelenses, incluindo os corpos de sequestrados mortos, após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão foi comunicada em carta divulgada pelo grupo extremista, que respondeu ao plano de paz apresentado pelo norte-americano. No documento, o movimento afirma “apreciar os esforços” de Trump e de outras lideranças internacionais, mas condiciona a entrega dos reféns ao cumprimento de exigências específicas.

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Segundo a carta, o Hamas aceitou a proposta de troca prevista no plano de Trump, desde que “as condições de campo para a troca sejam atendidas”. Além disso, o grupo reforçou que deseja transferir a administração da Faixa de Gaza para um corpo palestino formado por independentes, descritos como tecnocratas, com base no consenso nacional palestino e apoiado por países árabes e islâmicos. O movimento também ressaltou que pretende participar das discussões sobre o futuro de Gaza. “Elas [leis e resoluções] devem ser discutidas dentro de uma estrutura nacional palestina abrangente. O Hamas fará parte dela e contribuirá com total responsabilidade”, destacou o comunicado.

O anúncio ocorre poucas horas depois de Donald Trump determinar que o Hamas teria até domingo, às 18h (horário de Washington DC), para apresentar uma resposta ao seu plano. A proposta do presidente prevê o fim do conflito, a libertação dos reféns e a criação de um conselho internacional responsável pelo controle da Faixa de Gaza, sem participação direta dos palestinos. Trump publicou a resposta do Hamas em sua rede social, a Truth Social.

No início da semana, Trump havia declarado que daria “dois ou três dias” para que o grupo avaliasse a proposta. Mais cedo, o Hamas chegou a solicitar um prazo maior, afirmando que ainda estava em consultas internas e precisava de mais tempo para deliberar.