Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Jovem confessa mutilação de cavalo em cavalgada no interior de São Paulo

Investigado afirma que estava embriagado ao decepar as patas do animal e diz estar arrependido após críticas e ameaças
Jovem confessa mutilação de cavalo no interior de São Paulo
Jovem confessa mutilação de cavalo no interior de São Paulo

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O homem de 21 anos investigado pela Polícia Civil por mutilar um cavalo no interior de São Paulo confessou o caso nesta terça-feira (19/08). A ocorrência aconteceu no último fim de semana, durante uma cavalgada de cerca de 14 km. Segundo a investigação, o jovem identificado como Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz utilizou um facão para decepar duas patas do animal. Ele afirmou que o cavalo já estava morto no momento da mutilação, mas a polícia apura se o ato de crueldade teria ocorrido ainda em vida.

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Em entrevista, Andrey admitiu que estava “embriagado e transtornado” no momento em que decepou as patas. “Não foi uma decisão (cortar as patas do cavalo). Foi um ato de transtorno. Em um momento embriagado, transtornado, eu peguei e cortei, por cortar. Foi um ato cruel. Estava com álcool no corpo. Não é culpa da bebida. É culpa minha. Eu reconheço os meus erros”, disse. Ele também rebateu críticas que apontavam que a mutilação teria acontecido com o cavalo ainda andando. “Muitas pessoas estão me julgando e falando que eu sou um monstro. Eu não sou um monstro. Eu sou nascido e criado no ramo de cavalo, mexo com boi, tenho o apelido de boiadeiro”, completou.

De acordo com uma testemunha ouvida pela polícia, o cavalo branco que participava da cavalgada teria se cansado, deitado no chão e parado de respirar após sinais de exaustão. Apesar disso, a investigação considera a hipótese de que a mutilação tenha sido realizada antes da morte do animal, o que configuraria maus-tratos contra animais, crime previsto pela legislação brasileira. A lei determina que praticar maus-tratos, mutilar, abandonar ou ferir animais domésticos ou silvestres pode resultar em pena de 3 meses a 1 ano de detenção.

O jovem disse ainda temer a repercussão do caso, que foi amplamente criticado nas redes sociais e chegou a ser comentado por artistas como Ana Castela. Segundo ele, as ameaças que vem recebendo aumentaram o peso do arrependimento. “Estou totalmente arrependido. Fico cada vez mais arrependido. Escuto muito as músicas da Ana Castela. O Gustavo Tubarão. Só gente que eu gosto. Me sinto arrependido dessa crueldade que eu fiz”, finalizou.