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Nos últimos dias, vídeos no TikTok viralizaram ao levantar rumores de que crianças e adolescentes estariam desaparecendo na Virgínia. As postagens chegaram a sugerir que caminhões de sorvete, avistados em plena madrugada em diferentes regiões, estariam ligados a supostos sequestros em massa. A repercussão foi tão grande que a Polícia Estadual da Virgínia precisou se pronunciar oficialmente para esclarecer os fatos e negar qualquer investigação sobre esse tipo de crime.
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Em nota divulgada no site oficial, as autoridades afirmaram que não há evidências de sequestros em massa na Virgínia. Segundo a corporação, o estado aparece com maior número de registros de crianças desaparecidas no Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC) justamente porque envia todos os casos para a base nacional. Essa prática tem como objetivo centralizar os registros em um único local, diferentemente de outros estados que publicam apenas em seus próprios sites. Assim, a alta quantidade de notificações não significa que mais crimes estejam ocorrendo.
De acordo com os dados divulgados, entre 3 e 9 de agosto de 2025, 88 crianças foram registradas como desaparecidas no sistema estadual. A média semanal em 2025 é de 98 casos. Desde janeiro, foram 3.274 registros, dos quais 141 ainda permanecem em aberto, o que representa apenas 4% do total. Além disso, neste ano, a polícia já emitiu 25 alertas CODI e dois alertas Amber, todos com as crianças localizadas em segurança. A maioria das ocorrências, segundo a corporação, envolve fugas temporárias, com grande parte dos jovens retornando logo após serem dados como desaparecidos.
A corporação reforçou ainda os critérios rígidos para a ativação dos alertas de emergência. Para um Alerta Amber, por exemplo, é necessário que a polícia confirme o sequestro e avalie risco imediato à vida da criança, além de ter informações suficientes para mobilizar a população. Nos casos de alerta CODI, o mesmo protocolo é seguido, mas aplicado a desaparecimentos em circunstâncias suspeitas ou de risco credível.
Apesar da onda de boatos, especialistas e usuários atentos têm associado a viralização do tema a uma possível estratégia de marketing. Recentemente, estreou o filme “A Hora do Mal”, que retrata o misterioso desaparecimento de 17 crianças de uma mesma turma. O enredo guarda semelhança com as teorias espalhadas no TikTok, levantando a hipótese de que a associação entre caminhões de sorvete e desaparecimentos possa ser apenas parte de uma campanha para promover a produção cinematográfica.







