Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Marcos Pollon alega ser autista para justificar permanência em motim da Câmara

Deputado explica comportamento durante bloqueio que travou sessão da Câmara por mais de 30 horas
Marcos Pollon alega ser autista para justificar permanência durante motim na Câmara
Marcos Pollon alega ser autista para justificar permanência durante motim na Câmara

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O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) afirmou em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (08/08) que é autista e que, por isso, não compreendeu a tentativa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de retomar sua cadeira durante sessão na última quarta-feira (6/8). Pollon é um dos parlamentares investigados após participarem do motim que bloqueou o plenário da Câmara por mais de 30 horas, impedindo o andamento das atividades legislativas. A denúncia contra ele e outros deputados foi encaminhada à Corregedoria da Câmara e será avaliada pelo Conselho de Ética, podendo resultar em suspensão.

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Durante o episódio, Pollon e o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) foram os últimos a deixarem o local, justamente no momento em que Hugo Motta tentou reassumir a presidência da sessão. No vídeo divulgado, Pollon rebate a acusação de que teria incentivado Van Hattem a ocupar a cadeira do presidente. “Estão dizendo que ele (Marcel van Hattem) sentou na cadeira do Hugo Motta e que ele me incentivou a ficar lá. Isso é mentira. Olhem as imagens. Eu sou autista e não estava entendendo o que estava acontecendo ali naquele momento”, afirmou o parlamentar.

Pollon explicou ainda que pediu o apoio do colega para ajudá-lo a entender a situação. “Eu sentei na cadeira do Hugo Motta e ele sentou ao meu lado, pois é uma pessoa que eu confio. E falei: ‘Me orienta, pois pelo que nós combinamos haveria um rito para a desocupação do espaço e esse combinado não foi cumprido. Nós desceríamos antes que o presidente subisse’”. Ele ressaltou que Van Hattem estava ali para dar suporte a ele, justamente por ser autista. Apesar disso, o deputado admitiu que havia um acordo para permanecer no plenário até obter uma resposta positiva sobre o pedido de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

No vídeo, Pollon deixa claro sua condição e o motivo de sua permanência. “Várias vezes, pelo vídeo que eu fiz, você pode ver eu falando que eu não estava entendendo e só sairia dali quando nós tivéssemos uma resposta positiva para as vítimas do 8 de janeiro”, declarou. É importante lembrar que, dias antes do motim, Marcos Pollon usou palavras duras contra o presidente da Câmara. Em discurso inflamado durante manifestação em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Mato Grosso do Sul, no domingo (3/8), ele chamou Hugo Motta de “bosta” e “baixinho de um metro e 60”.