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Um estudante de 19 anos foi espancado em São Caetano do Sul (SP), após uma discussão com uma colega de turma. A vítima, aluno da EJA (Educação de Jovens e Adultos) da Escola Estadual Bonifácio de Carvalho Coronel, está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da cidade. Ele sofreu diversos golpes de barras de ferro, principalmente na cabeça, e foi encontrado com sangramento intenso e ferimentos graves.
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As agressões ocorreram em uma praça na avenida Goiás, região próxima ao Teatro Municipal Santos Dumont. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), um casal de punks, de 19 e 25 anos, foi preso em flagrante, e um adolescente de 17 anos foi apreendido. Eles confessaram ter participado da violência, que incluiu o uso de faca, barras de ferro, além de socos e chutes contra o estudante. Entre os detidos está a estudante de 19 anos, colega de classe da vítima.

De acordo com o boletim de ocorrência, a agressora afirmou que a discussão começou após supostas ofensas racistas feitas pela vítima, que segundo ela, vinha causando crises constantes. O estudante relatou à polícia que estava sendo ameaçado há cerca de duas semanas pela jovem, que o acusava de racismo. Ele contou que foi atacado inicialmente por ela e, logo depois, por um grupo que teria sido convocado para continuar as agressões.
No depoimento, os agressores admitiram a violência. Um deles disse que desferiu golpes na perna e no peito da vítima, e que estava armado com uma faca para proteger a colega de uma suposta agressão. Segundo os suspeitos, o motivo do ataque teria relação com acusações de comportamento nazista e racista praticado pelo jovem nos últimos dias. A Guarda Civil Municipal localizou e abordou os suspeitos a cerca de um quilômetro do local do crime, apreendendo uma faca, uma barra de ferro e um porrete.
Os três envolvidos foram indiciados por tentativa de homicídio. Após audiência de custódia, apenas a jovem de 19 anos foi liberada pela Justiça. A Secretaria Estadual da Educação informou que a discussão entre os estudantes teve início na internet, o que contribuiu para a escalada da violência.







