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Arlindo Cruz, um dos maiores nomes do samba no Brasil, morreu nesta sexta-feira (08/08), aos 66 anos. O cantor e compositor carioca estava internado desde 25 de março, lutando contra uma infecção bacteriana resistente relacionada a uma pneumonia. Desde 2017, Arlindo enfrentava graves sequelas após sofrer um AVC hemorrágico, que o afastou definitivamente dos palcos. A morte foi confirmada pela família por meio de nota publicada nas redes sociais oficiais do artista.
A mensagem, assinada por familiares, destacou a importância do sambista: “Mais do que um artista, Arlindo foi um poeta do samba, um homem de fé, generosidade e alegria, que dedicou sua vida a levar música e amor a todos que cruzaram seu caminho. Que sua música continue ecoando e inspirando as próximas gerações, como sempre foi seu desejo”. Até o momento, a causa exata da morte não foi divulgada.
Arlindo Cruz deixa um legado imenso na música brasileira. Com mais de 40 anos de carreira, foi vencedor de 26 prêmios, incluindo o 26º Prêmio da Música Brasileira. O sambista conquistou ainda 19 disputas de samba-enredo em escolas como Império Serrano, Grande Rio, Unidos de Vila Isabel e Leão de Nova Iguaçu. Além disso, recebeu cinco indicações ao Grammy Latino, sendo quatro na categoria Melhor Álbum de Samba/Pagode e uma na de Melhor Canção em Língua Portuguesa.
Natural do Rio de Janeiro, Arlindo iniciou sua trajetória artística muito jovem e consolidou sua carreira com composições marcantes e parcerias com nomes de peso do samba. Em 2017, pouco antes do AVC, lançou seu último projeto, o “Pagode 2 Arlindos”, ao lado do filho Arlindinho. Desde então, passou a ser acompanhado por uma rede de apoio formada por amigos, familiares e fãs que torciam por sua recuperação.







