Belo Horizonte, 7 de março de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Últimas notícias

Brasil ganha fôlego com liberação de exportação de café para China após tarifaço dos EUA

Medida surpreende o setor cafeeiro e movimenta as relações comerciais em meio à crise com os Estados Unidos
Exportação de café para China
Exportação de café para China

Ouça este conteúdo

0:00

A China liberou 183 empresas brasileiras para exportar café ao país, conforme anúncio feito pela embaixada chinesa no Brasil no último sábado (02/08). A medida, que já está em vigor desde 30 de julho, surge como resposta direta à decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre o café brasileiro, impactando fortemente as exportações do setor. A nova autorização chinesa terá validade de cinco anos e oferece um novo caminho para o escoamento da produção nacional, em um momento de incertezas no mercado norte-americano.

A tarifa imposta pelo governo dos EUA, sob a gestão de Donald Trump, começará a valer a partir de 6 de agosto. A taxa atinge em cheio as exportações de café do Brasil, que atualmente envia cerca de 8 milhões de sacas por ano para o mercado norte-americano. Diante do aumento abrupto dos custos, produtores e exportadores já estavam buscando alternativas para evitar prejuízos significativos. Com isso, o mercado chinês desponta como uma saída estratégica.

De acordo com a embaixada chinesa, a liberação das empresas brasileiras representa uma ampliação na cooperação comercial entre os dois países e reforça o papel da China como principal parceiro econômico do Brasil. Enquanto os Estados Unidos continuam sendo grandes compradores de carne bovina, suco de laranja e café, a nova política tarifária tem forçado o Brasil a redirecionar parte de sua produção para outros mercados mais receptivos.

O impacto dessa mudança é significativo para o agronegócio brasileiro. Com as novas licenças, o setor cafeeiro encontra uma oportunidade real de manter o ritmo de exportações e minimizar as perdas com o mercado norte-americano. A medida também pode fortalecer ainda mais os laços comerciais entre Brasil e China, especialmente em um momento em que os produtores precisam de segurança e previsibilidade para planejar suas próximas safras.