Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Trump processa Wall Street Journal após reportagem que o liga a Jeffrey Epstein

Presidente dos EUA exige US$10 bilhões alegando difamação e acusa Rupert Murdoch de agir com má-fé
Trump processa Wall Street Journal por reportagem que o liga a Jeffrey Epstein
Trump processa Wall Street Journal por reportagem que o liga a Jeffrey Epstein

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou com uma ação judicial contra o Wall Street Journal, seus proprietários e dois repórteres, exigindo pelo menos US$10 bilhões em indenização por danos causados à sua reputação e finanças. A queixa, registrada nesta sexta-feira no tribunal federal do Distrito Sul da Flórida, acusa o jornal e seus controladores (incluindo Rupert Murdoch, da News Corp.) de difamação. O motivo do processo é uma reportagem publicada pelo jornal em que Trump teria enviado a Jeffrey Epstein, em 2003, uma mensagem de aniversário com um desenho sexualmente sugestivo e uma referência a segredos compartilhados entre os dois.

Trump nega veementemente a veracidade da reportagem do Wall Street Journal, cuja autenticidade não foi confirmada pela Reuters, e declarou que pretende responsabilizar Murdoch pessoalmente pelo que chamou de “monte de lixo” jornalístico. Em uma publicação no Truth Social, ele afirmou: “Estou ansioso para que Rupert Murdoch testemunhe no meu processo contra ele e seu ‘monte de lixo’ de jornal, o WSJ. Será uma experiência interessante!!!” Até o momento, representantes da Dow Jones, News Corp e Murdoch não se manifestaram sobre o processo.

Jeffrey Epstein, financista e criminoso sexual, cometeu suicídio em uma prisão de Nova York em 2019, desencadeando uma série de teorias da conspiração entre os seguidores mais leais de Trump. Muitos acreditam que houve um encobrimento governamental sobre as ligações de Epstein com figuras influentes da elite mundial. A controvérsia aumentou quando o governo Trump recuou na promessa de divulgar arquivos relacionados à investigação de Epstein, frustrando apoiadores que esperavam revelações importantes.

Um memorando do Departamento de Justiça divulgado em 7 de julho confirmou que Epstein se suicidou e afirmou que não há evidências de uma “lista incriminadora de clientes” nem de chantagem contra pessoas poderosas. Anteriormente, a procuradora-geral Pam Bondi havia prometido divulgar muitos nomes e registros de voo ligados ao caso Epstein. Sob pressão pública, na sexta-feira, o governo dos EUA formalizou uma moção no tribunal federal de Manhattan para tornar públicas as transcrições do júri dos casos contra Epstein e sua ex-associada Ghislaine Maxwell. Maxwell foi condenada em 2021 por cinco acusações federais relacionadas ao seu papel no abuso sexual de meninas menores de idade cometido por Epstein e cumpre uma pena de 20 anos.

Em nota, o procurador-geral adjunto Todd Blanche ressaltou o interesse público no caso: “Autoridades públicas, legisladores, especialistas e cidadãos comuns continuam profundamente interessados e preocupados com o caso Epstein. Afinal, Jeffrey Epstein é o pedófilo mais infame da história americana”. Blanche ainda destacou que as transcrições são “peças cruciais de um momento importante na história da nossa nação” e reforçou que “o tempo para o público adivinhar o que elas contêm deve acabar”. Ele garantiu que os promotores trabalharão para proteger a identidade das vítimas antes de divulgar qualquer material.