Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Brasil prepara tarifa de 50% em resposta à ofensiva comercial de Trump

Após anúncio dos EUA sobre sobretaxa contra produtos brasileiros, Lula reage com medida equivalente e menciona recorrer à OMC para contestar decisão
Brasil cobrará os mesmos 50% dos EUA
Brasil cobrará os mesmos 50% dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil responderá na mesma moeda caso os Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, imponham tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros. Em entrevista à TV Record nesta quinta-feira (10/07), Lula destacou que, se a medida anunciada por Trump for de fato implementada a partir de 1º de agosto, o governo brasileiro adotará a mesma taxa para produtos vindos dos EUA. A declaração reforça a estratégia do Palácio do Planalto de reagir com base na Lei da Reciprocidade, já aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo Lula, a reação não será apenas simbólica. Ele afirmou: “Se ele cobrar 50% da gente, a gente vai cobrar 50% dele”. A fala do presidente veio após a publicação de uma carta por Donald Trump em suas redes sociais, na qual o ex-presidente norte-americano anunciou a criação da nova tarifa, justificando a decisão com base em ações judiciais no Brasil que, segundo ele, prejudicam Jair Bolsonaro e grandes empresas de tecnologia dos EUA. A medida, portanto, carrega forte cunho político e pode afetar diretamente a balança comercial entre os dois países.

Além da retaliação direta, Lula afirmou que o Brasil estuda outros caminhos legais e diplomáticos para contestar a decisão. Um deles seria acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC), que atua como instância global de resolução de disputas comerciais. O presidente também mencionou a possibilidade de propor investigações internacionais e exigir explicações formais de Washington sobre o motivo da tarifa. As medidas, de acordo com o governo, visam proteger a soberania econômica brasileira e garantir condições justas no comércio exterior.

Para o governo brasileiro, a resposta precisa ser firme, mas dentro das regras internacionais. Segundo especialistas, diversos segmentos podem sentir o impacto direto dessa medida. Os principais setores afetados são: café, carne bovina, suco de laranja, aeronaves, madeira, máquinas, eletrônicos e, em menor grau, o setor de petróleo. Produtos como café e carne representam parte significativa das exportações brasileiras para os Estados Unidos, e a imposição de tarifas pode comprometer a competitividade desses itens no mercado norte-americano.