Ouça este conteúdo
As autoridades da Indonésia divulgaram nesta sexta-feira (27/06) o resultado da autópsia da turista brasileira Juliana Marins. Segundo os legistas, ela morreu por hemorragia causada por traumas internos e fraturas ósseas, tendo levado cerca de 20 minutos para falecer após o início do sangramento. A hemorragia fatal provavelmente ocorreu após a segunda queda da jovem do penhasco no vulcão Rinjani, já que imagens feitas por drones mostraram que ela estava viva e se movendo logo após cair na sexta-feira (20/06).
Devido ao solo arenoso da região, Juliana deslizou até sofrer uma segunda queda na segunda-feira (23), quando foi encontrada entre as pedras, quase 1 km distante do ponto da queda inicial. Segundo os legistas, os ferimentos mais graves estavam na caixa torácica e nas costas, consequência das fraturas e traumas dessa segunda queda. Além disso, descartaram hipotermia como causa da morte, pois não havia sinais de lesões teciduais típicas nos dedos.
O falecimento de Juliana Marins provocou grande comoção nas redes sociais, com muitos brasileiros e familiares acusando o governo indonésio de negligência durante o resgate. No entanto, o porta-voz da equipe de resgate explicou na mesma coletiva de imprensa que revelou os detalhes da autópsia de Juliana, que a operação enfrentou desafios devido ao clima instável e à forte nebulosidade na região, dificultando a ação rápida. Ele ressaltou que o resgate começou imediatamente após o chamado, mas exigiu calma e planejamento para evitar riscos a outras pessoas envolvidas.
O resultado final da autópsia, que inclui exames toxicológicos, deve ser divulgado em até duas semanas, completando o laudo oficial sobre a tragédia que parou o Brasil.







