Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Dono da empresa de balão que matou mineira não comparece para depor

Empresário não aparece e investigação sobre a queda do balão avança em meio a denúncias de irregularidades
Dono da empresa do balão que caiu e matou mineira não compareceu para depor
Dono da empresa do balão que caiu e matou mineira não compareceu para depor

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O dono da empresa responsável pelo balão que caiu em Capela do Alto (SP) e causou a morte da mineira Juliana Alves Prado, de 27 anos, foi convocado para depor, mas não compareceu. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo nesta terça-feira (25/06). A pasta não informou se houve justificativa pela ausência nem divulgou nova data para o depoimento. O caso continua em investigação pela Delegacia de Capela do Alto.

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O acidente ocorreu no dia 15 de junho, após o balão decolar da cidade de Iperó, próxima ao local da queda. Durante o voo, o piloto tentou pousar em áreas inadequadas, sem sucesso. A aeronave perdeu o controle e caiu na Estrada Municipal Vereador Geraldo Portela, na zona rural de Capela do Alto. Segundo o piloto, uma mudança brusca nas condições climáticas teria causado o acidente. Ele foi preso em flagrante por homicídio culposo com agravante de exercício irregular de atividade de risco e por operar o balão sem certificação adequada. No dia seguinte, teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia.

A investigação apura, ainda, as condições climáticas do dia. Em Boituva, cidade vizinha a Iperó e conhecida pelos voos de balão, as decolagens foram canceladas na manhã do acidente por conta de ventos que chegaram a 70 km/h — bem acima do limite de 10 km/h recomendado para a prática. Na ocasião, ocorria o Campeonato Brasileiro de Balonismo em Boituva, mas a prefeitura da cidade esclareceu que o voo acidentado não tinha qualquer ligação com o evento.

A Prefeitura de Boituva informou que a empresa envolvida no acidente não tem sede no município e teve a inscrição cancelada em 2021. Antes disso, o empreendimento havia recebido quatro autuações naquele ano: uma advertência, duas multas e uma lacração, todas por descumprimento das normas sanitárias durante a pandemia. De acordo com a nota da prefeitura, a empresa retornou às atividades de forma irregular, sob outro CNPJ e sem seguir os protocolos de segurança. O piloto também não possuía licença válida para operar a aeronave.