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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido, nesta segunda-feira (16/03), para uma UTI de cuidados intermediários após apresentar melhora parcial da função renal durante o tratamento de broncopneumonia bacteriana bilateral. A informação foi confirmada pelo boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, onde Bolsonaro segue internado. Apesar da mudança no nível de assistência, os médicos informam que não há previsão de alta hospitalar.
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Segundo o comunicado assinado por cinco especialistas, o ex-presidente apresenta estabilidade clínica, porém exames recentes apontaram nova elevação de marcadores inflamatórios no sangue. Por isso, a equipe médica decidiu ampliar o tratamento com antibióticos. O boletim detalha a evolução do quadro: “Evoluiu com estabilidade clínica e melhora da função renal, porém com nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue. Em decorrência destas alterações, houve necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos”.
A mudança no nível de cuidados já havia sido mencionada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que informou mais cedo sobre a recuperação parcial do marido. Ainda assim, os médicos reforçam que a transferência para uma área de cuidados menos intensos não significa uma possível alta nos próximos dias, já que o tratamento da infecção respiratória segue em andamento.
Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13) depois de apresentar náuseas, febre e calafrios durante a madrugada. Após exames realizados no hospital, os médicos diagnosticaram broncopneumonia bacteriana, iniciando imediatamente o tratamento com antibióticos. No boletim divulgado no sábado (14), a equipe médica havia registrado piora da função renal e aumento dos marcadores inflamatórios, embora o quadro geral ainda fosse considerado estável.
Enquanto o ex-presidente permanece internado, a situação também gerou tensão do lado de fora do hospital. No sábado, Michelle Bolsonaro divulgou um vídeo em que uma influenciadora bolsonarista acusa jornalistas de “desejarem” a morte do ex-presidente durante a cobertura da internação. A gravação não mostra os supostos comentários, mas exibe repórteres que acompanhavam atualizações médicas em frente ao hospital. Após a circulação do vídeo nas redes sociais, dois jornalistas registraram boletins de ocorrência por intimidação. Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou “veementemente as ameaças, a difamação e a exposição violenta de jornalistas e seus familiares ocorridas após a divulgação irresponsável de um vídeo deturpado durante a cobertura da internação do ex-presidente Jair Bolsonaro”.







