Belo Horizonte, 14 de março de 2026

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STF forma maioria para manter prisão preventiva de Daniel Vorcaro no caso Master

Segunda Turma analisa suspeita de organização criminosa ligada ao banqueiro preso na Operação Compliance Zero
STF forma maioria para manter prisão preventiva de Daniel Vorcaro
STF forma maioria para manter prisão preventiva de Daniel Vorcaro - Foto: Vorcaro na prisão/ SAP-SP/EFE

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (13/03), para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro no chamado caso Master. O julgamento ocorre na Petição 15556 e analisa medidas cautelares relacionadas à investigação da Polícia Federal sobre a atuação de uma suposta organização criminosa. Até o momento, acompanharam o voto do relator, ministro André Mendonça, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques.

O julgamento acontece em sessão virtual iniciada às 11h desta sexta-feira e seguirá aberto até as 23h59 da próxima sexta-feira (20). Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes, decano da Corte. No entanto, mesmo que todos os ministros votem antes do prazo final, o resultado oficial só será proclamado após o encerramento da sessão. Enquanto isso, Vorcaro permanece detido na Penitenciária Federal de Brasília.

O banqueiro foi preso em 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero e posteriormente transferido para o presídio federal. Segundo a investigação, ele é suspeito de liderar uma organização criminosa que teria até um “braço armado” para intimidar adversários, utilizando práticas de coação e ameaças.

A prisão foi autorizada pelo relator do caso no STF após a Polícia Federal apresentar indícios de que Vorcaro manteria uma estrutura privada voltada ao monitoramento e à intimidação de pessoas consideradas contrárias aos seus interesses. No voto apresentado, Mendonça também respondeu a argumentos apresentados pela defesa após a decisão que determinou a prisão preventiva.

Entre os pontos analisados, o ministro rejeitou a tese de que um grupo de WhatsApp chamado “A Turma” seria apenas um espaço informal de conversas. Segundo Mendonça, as investigações indicam que o grupo funcionaria como uma organização coordenada por investigados, sob liderança direta de Vorcaro. O relator também mencionou a “natureza violenta” de integrantes do grupo e citou indícios reunidos pela Polícia Federal que apontam ameaças, incluindo um caso de ameaça de morte contra um ex-funcionário do banqueiro.