Ouça este conteúdo
O conflito entre Israel e Irã ganhou um novo capítulo após Israel bombardear quatro depósitos de petróleo e um centro logístico de derivados em Teerã, ampliando a tensão da guerra no Oriente Médio. O ataque ocorreu na noite de sábado (07/03) em áreas próximas à Teerã e marca o primeiro bombardeio contra infraestruturas petrolíferas iranianas desde o início do conflito, que chega ao décimo dia. Inicialmente, o presidente da empresa nacional responsável pela distribuição de combustíveis no Irã, Keramat Veyskaram, afirmou que a operação teria contado com apoio dos Estados Unidos. No entanto, os americanos negaram qualquer participação.
Até então, apenas o Irã apostava em causar impacto econômico ao mundo por meio de possíveis restrições no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Entretanto, com o ataque direto às estruturas petrolíferas iranianas, o cenário mudou. Como resultado imediato, os mercados reagiram com forte instabilidade e aumentaram os temores de um choque global de energia caso o conflito se intensifique ainda mais.
Diante desse cenário, as bolsas de valores ao redor do mundo registraram quedas significativas nesta segunda-feira (09). Nos mercados asiáticos, as perdas se ampliaram em relação à semana passada. A bolsa de Seul caiu 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%. Além disso, outras bolsas da região também fecharam em baixa, como Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington, refletindo a preocupação dos investidores com possíveis impactos prolongados do conflito na economia global.
Na Europa, o movimento negativo também se repetiu. As principais bolsas operavam no vermelho ao longo do dia: Paris registrava queda de 2,59%, Frankfurt recuava 2,47%, Londres perdia 1,57%, Madri caía 2,87% e Milão apresentava baixa de 2,71%. Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street já haviam acumulado perdas superiores a 2% na semana passada, sinalizando um ambiente de maior cautela entre investidores diante da escalada da guerra.
Enquanto isso, o impacto mais forte apareceu no mercado do petróleo. O barril disparou durante a madrugada e chegou a subir 30%, atingindo US$ 119,48. Por volta das 9h (horário de Brasília), o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 12,59%, cotado a US$ 102,34. Já o Brent, referência global, subia 12,04% e era negociado a US$ 103,85 por barril, após também ter ultrapassado os US$ 119. Diante da alta, países do G7 estudam liberar reservas estratégicas de petróleo para conter os preços. Em meio à turbulência, o dólar recuava 0,54% no Brasil, cotado a R$ 5,2143, enquanto o Ibovespa caía 0,27% e atingia 178.880 pontos por volta das 10h40.







