Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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MG confirma 3 casos de mpox em 2026 e investiga nove suspeitas

Estado registra notificações em Belo Horizonte e Contagem, enquanto Brasil já soma 48 casos confirmados neste ano
Foto: Secretaria de Saúde do Estado do Ceará/ Reprodução

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Minas Gerais confirmou três casos de mpox em 2026, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Além disso, o estado ainda investiga um caso provável e nove casos suspeitos da doença. No Brasil, o cenário também preocupa pois já são 48 casos confirmados neste ano, sendo 41 apenas em São Paulo. De acordo com o balanço mais recente da Saúde mineira, até o dia 16, foram registradas 19 notificações, com três confirmações, um caso provável, nove suspeitas e seis descartes. Até o momento, não há registro de mortes relacionadas à mpox em Minas.

Os três casos confirmados no estado foram diagnosticados em homens, um com idade entre 40 e 49 anos e dois na faixa de 30 a 39 anos. Os pacientes foram identificados em Belo Horizonte e Contagem e, conforme informado, não precisaram de internação. Segundo o secretário de Saúde, Fábio Bacchereti, “todo ano temos casos de mpox e em 2026 não está sendo diferente”. Ele explicou que a transmissão ocorre por contato físico direto com secreções e reforçou: “Lembrando que a transmissão é feita por meio de contato muito próximo e físico de secreção. Então, sintomas dessas doenças vinculadas à transmissão de contato, buscar o posto de saúde, porque no tratamento imediato o risco de óbito é praticamente zero. Os casos que tivemos em Minas Gerais estão todos bem, mas nada fora da nossa curva. É uma doença de contato físico, então a população não se preocupa em ter uma transmissão de larga escala respiratória, que não é o caso”.

A mpox, anteriormente chamada de “monkeypox” ou varíola dos macacos, é causada pelo vírus Mpox, do gênero orthopoxvirus, o mesmo da varíola. Inicialmente, os sintomas costumam incluir febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Em seguida, pode surgir a fase eruptiva, marcada por lesões na pele que evoluem progressivamente: começam avermelhadas, tornam-se vesículas amareladas e, depois, formam crostas. Essas lesões podem aparecer no rosto, na região genital e perianal, nas palmas das mãos, plantas dos pés e mucosas. Em situações mais graves, podem ocorrer complicações neurológicas e oculares.

Embora a doença exista há décadas em países africanos, principalmente na República Democrática do Congo, ela ganhou destaque mundial a partir de 2022, com o início do surto global. A principal forma de prevenção é a vacina, disponível no SUS para maiores de 18 anos que vivem com HIV/Aids, usuários de PrEP e profissionais de saúde com risco de exposição ao vírus. No entanto, especialistas alertam para a baixa cobertura vacinal. Além disso, há preocupação com o aumento de casos suspeitos e confirmados, inclusive do clado 1b. Diante disso, a orientação é clara: ao perceber lesões na pele, com ou sem febre, dor no corpo ou aumento de gânglios, a pessoa deve evitar contato com outras pessoas e procurar atendimento médico para avaliação.