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Um piloto da Latam foi preso dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (09/02), acusado de chefiar uma rede de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. O suspeito, Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, já estava na cabine da aeronave que seguiria para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, quando foi abordado por policiais civis. A prisão integra a operação “Apertem os Cintos”, que investiga crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual infantil e pornografia infantojuvenil, praticados há pelo menos oito anos.
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Segundo a 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Sérgio é apontado como o líder da rede criminosa e foi encaminhado para a sede do departamento após a prisão. As investigações indicam que ele levava menores de idade a motéis utilizando documentos falsos. Conforme explicou a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP-SP, os abusos aconteciam sempre que havia contato direto com as vítimas. “Quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava. Uma das vítimas está toda machucada, ele bateu nela na semana passada em um motel”, afirmou.
A Polícia Civil também apurou que o piloto armazenava, comprava e comercializava material de pornografia infantil. Conforme as investigações, ele pagava entre R$ 30 e R$ 100 por imagens de exploração sexual, por meio de transferências via Pix. A informação foi confirmada durante coletiva de imprensa. “Sempre que ele recebia alguma imagem, ele mandava pix de R$ 30, R$ 50 e R$100. Em alguns casos, ele comprava medicamento para a família e chegou a pagar aluguel”, disse Ivalda.
Além do piloto, duas mulheres também foram presas. Uma delas, de 55 anos, foi detida em Guararema, na Grande São Paulo, suspeita de receber dinheiro em troca da exploração sexual das próprias netas, de 10, 12 e 14 anos. A investigação ainda apontou que a mãe de uma das vítimas enviava vídeos da filha ao suspeito, o que resultou na prisão dela. Entre os crimes investigados estão estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo.
Momento da prisão da mulher de 55 anos que vendia as próprias netas







