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Um escândalo envolvendo o nome do político britânico Peter Mandelson passou a dominar o noticiário do Reino Unido desde o fim de semana, depois que o governo americano divulgou uma nova leva de documentos ligados ao caso do bilionário Jeffrey Epstein. Os arquivos revelam uma foto de Mandelson no apartamento de Epstein em Paris com uma menor, além de transferências financeiras que somam US$ 75 mil, feitas entre 2003 e 2004, para contas ligadas ao então integrante da Câmara dos Lordes. A suspeita central é de que o político teria repassado informações privilegiadas do governo britânico ao financista americano.
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Diante das revelações, a polícia britânica abriu uma investigação por possível má conduta em cargo público, o que levou Mandelson a renunciar à Câmara dos Lordes na última terça-feira (03/02). Além disso, ele também se desvinculou do Partido Trabalhista, legenda do atual primeiro-ministro Keir Starmer. A investigação ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (06), quando a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao político, segundo informações da BBC.
De acordo com a polícia do Reino Unido, as buscas ocorreram em um imóvel na região de Wiltshire, no sul da Inglaterra, e em outro na área de Camden, em Londres. Apesar da operação, ninguém foi preso até o momento. As autoridades informaram apenas que o alvo da investigação tem 72 anos, sem divulgar oficialmente o nome, embora a BBC aponte Mandelson como o investigado.
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O governo britânico já havia informado que preparava uma legislação para expulsar Mandelson da Câmara dos Lordes e retirar seu título de nobreza, concedido por nomeação vitalícia. Além disso, um dossiê foi encaminhado à polícia, reunindo documentos que indicariam o compartilhamento de informações sensíveis do governo com Epstein. Entre os materiais analisados estão e-mails com conteúdo político, alguns relacionados à crise financeira global de 2008, que, segundo críticos, não poderiam ter sido divulgados fora do governo.
Um porta-voz do primeiro-ministro, Tom Wells, afirmou que os documentos enviados às autoridades continham “prováveis informações sensíveis ao mercado”, reforçando a gravidade do caso. A polícia declarou que segue analisando os relatos para verificar se os fatos atingem o patamar criminal necessário para uma investigação formal.







