Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Tempestade solar gerada por sequência incomum de megaerupções do Sol atinge a Terra

Explosões da classe X registradas pela NASA elevam alertas para possíveis impactos em comunicação e satélites
Tempestade solar gerada por sequência incomum de megaerupções do Sol atinge a Terra hoje
Tempestade solar gerada por sequência incomum de megaerupções do Sol atinge a Terra hoje - Foto: Juergen Faelchle/ Shutterstock

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A Terra está sendo atingida por tempestades solares nesta quinta-feira (05/02) e também pode sentir reflexos na sexta-feira (06), após uma sequência recente de 26 erupções solares registradas pela NASA na superfície do Sol. Entre os eventos mais intensos estão explosões das classes X4.2 e X8.1, consideradas extremamente altas. Segundo a NASA e a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), essas erupções provocaram a ejeção de material solar em direção ao planeta, o que motivou o alerta para possíveis impactos.

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Apesar da intensidade das explosões solares, a previsão é de efeitos leves a moderados, classificados como G1, em uma escala que vai até G5. Ainda assim, cientistas acompanham a situação de perto, já que tempestades solares interagem com o campo magnético da Terra e podem afetar tecnologias. Esses eventos podem resultar em instabilidades temporárias em internet, rádio, telefonia, GPS e sistemas de navegação, além de impactos pontuais em redes de energia elétrica, sem danos significativos.

Embora chamem atenção, as tempestades solares não são raras. No entanto, desde o segundo semestre do ano passado, com o pico da atividade solar, a Terra vem sendo atingida com mais frequência. Mesmo assim, especialistas destacam que uma sequência tão concentrada de explosões fortes da classe X em poucos dias é pouco comum, inclusive dentro do atual Ciclo Solar 25, fase em que o Sol está no auge de sua atividade magnética.

No domingo (1º) e na segunda-feira (02), a NASA observou quatro erupções solares severas, classificadas como X1.0, X8.1, X2.8 e X1.6. Já na quarta-feira (04), foi registrada mais uma explosão, desta vez de classe X4.2. Todas essas erupções são consideradas de alto impacto dentro da escala usada para medir a energia liberada pelo Sol.

Esses eventos tiveram origem na região ativa conhecida como AR4366, uma mancha solar com tamanho aproximado de dez vezes o da Terra. Em apenas quatro dias, essa mesma região foi responsável por seis explosões de classe X, algo considerado raro mesmo em períodos de alta atividade solar. A área segue ativa e continua sendo monitorada, já que novas erupções podem ocorrer enquanto essa mancha permanecer instável.

Imagem da Nasa mostra a região ativa 4366, mancha no Sol onde ocorreram as erupções • Nasa/SDO