Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Vírus Nipah com alta letalidade coloca Índia em alerta máximo

Casos em profissionais de saúde, quarentena de contatos e suspeita de transmissão hospitalar ampliam preocupação com a disseminação do vírus
Surto do vírus Nipah coloca Índia em alerta
Surto do vírus Nipah coloca Índia em alerta - Foto: Reprodução/ Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA

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Um surto do vírus Nipah, conhecido pela alta taxa de letalidade, colocou a Índia em alerta máximo nas últimas semanas. Pelo menos cinco casos foram confirmados no estado de Bengala Ocidental, incluindo médicos e enfermeiros, o que acendeu o sinal de alerta para uma possível transmissão em ambiente hospitalar. Quase 100 pessoas foram orientadas a cumprir quarentena, enquanto os pacientes seguem internados em hospitais de Calcutá. Um deles permanece em estado crítico, segundo a imprensa local. O fato de os registros ocorrerem em uma área diferente de focos anteriores indica expansão geográfica do vírus no país.

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Além disso, três das infecções mais recentes atingiram profissionais de saúde que trabalhavam no mesmo hospital particular em Barasat, na região metropolitana da capital. Duas enfermeiras já haviam testado positivo no início de janeiro, o que reforça a suspeita de contaminação dentro da unidade de saúde. Diante desse cenário, autoridades avaliam que o vírus pode estar sendo transmitido de forma mais eficiente entre humanos do que em surtos anteriores. Como consequência, países vizinhos, como a Tailândia, passaram a adotar triagens para passageiros vindos da região afetada.

Enquanto isso, a preocupação global cresceu rapidamente. O termo “vírus Nipah” chegou ao topo das buscas no Google. Segundo o Google Trends, a procura pelo assunto teve alta superior a 300% entre domingo (25/01) e segunda-feira (26/01). Descoberto em 1999, o Nipah é um vírus zoonótico, transmitido de animais para humanos, e é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um patógeno prioritário, devido ao seu potencial epidêmico.

O índice de letalidade do vírus Nipah varia entre 40% e 75%, dependendo da estrutura de atendimento médico disponível. O principal reservatório natural são os morcegos frugívoros, conhecidos como raposas-voadoras. A infecção pode ocorrer pelo consumo de frutas ou seiva de tâmara contaminadas, além do contato com porcos infectados ou com fluidos corporais de pessoas doentes, o que inclui secreções respiratórias.

Os sintomas iniciais costumam se parecer com os de uma gripe forte, como febre, dor de cabeça e dores musculares. No entanto, o quadro pode evoluir rapidamente para problemas respiratórios graves e, em alguns casos, para encefalite, uma inflamação severa do cérebro que causa confusão mental, convulsões e pode levar ao coma em até 48 horas. Não existe vacina nem tratamento específico, e os cuidados médicos se limitam ao suporte clínico. Até agora, o surto segue concentrado na Índia e continua sendo monitorado pela OMS.