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Um dique da Vale se rompeu na madrugada deste domingo (25/01), por volta das 5h30, na Mina de Fábrica, em Congonhas, na região Central de Minas Gerais. Além disso, em menos de 24 horas, foi registrado um segundo extravasamento de água com sedimentos, desta vez na mina Viga, também da Vale, localizada entre a Plataforma e o Esmeril. A Defesa Civil do município confirmou o escoamento de água para o rio Maranhão, sem registro de feridos.
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Nesta segunda-feira (26), a Defesa Civil segue no local monitorando a situação, enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente avalia os impactos e adota as providências necessárias. Segundo as autoridades, os problemas estão relacionados à concentração de chuvas intensas nos últimos três dias. Até o momento, não houve bloqueio de vias nem comunidades atingidas, e o impacto identificado é de natureza ambiental.
O episódio ocorreu no mesmo dia em que se completam sete anos do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, tragédia que deixou 272 mortos. Em Congonhas, de acordo com a prefeitura, mais de 20 metros cúbicos de água turva, com minério e outros materiais do processo de mineração, atingiram o córrego Goiabeiras, afluente do rio Maranhão.
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Imagens e vídeos registrados no local mostram a forte correnteza de lama atingindo equipamentos e deixando a área tomada por resíduos. O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSD), esteve na região afetada e afirmou que a cidade sofreu impactos ambientais. “É uma água que, por conta da chuva dos últimos dias, extrapolou e gerou toda essa destruição aqui”, disse. Segundo ele, não houve danos pessoais, mas o prejuízo ambiental foi significativo.
Uma sala de crise foi montada na Mina de Fábrica com a participação das defesas civis de Congonhas e Ouro Preto, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Ministério Público de Minas Gerais. Em nota, a Vale informou que o vazamento não tem relação com barragens da empresa na região, que as causas do extravasamento estão sendo apuradas e que não houve impacto para moradores ou comunidades, reforçando que as estruturas seguem sendo monitoradas continuamente.







