Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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PGR aponta fraude em fundo que Vorcaro usou para investir no Atlético-MG

Investigação aponta confusão patrimonial e suspeita de desvio em aporte de R$ 300 milhões no clube mineiro
Foto: Montagem/ reprodução/ redes sociais

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga suspeitas de fraude e confusão patrimonial envolvendo um fundo de investimento ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, usado para aplicar cerca de R$ 300 milhões na SAF do Atlético-MG. As informações constam em um pedido de busca e apreensão que fundamentou uma operação recente contra o banco. Segundo a apuração, há indícios de que a estrutura financeira utilizada para o investimento no clube mineiro pode ter servido para desvio de recursos, conforme revelou o UOL.

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De acordo com o Banco Central, o fundo Astralo 95, responsável pelo aporte no Atlético-MG, está entre os veículos suspeitos de terem sido usados para retirar recursos do Banco Master. Além disso, a investigação aponta que o Astralo 95 atuou em conjunto com o Reag Growth 95 e, entre abril e maio de 2024, os dois fundos movimentaram aproximadamente R$ 1,45 bilhão provenientes do banco. Os beneficiários finais declarados do Astralo 95 seriam parentes de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, que acabou liquidada por decisão do Banco Central.

No entanto, a PGR afirma existir inconsistência na identificação de quem realmente controla essa cadeia de fundos. O órgão destaca que, até novembro de 2024, o Astralo 95 possuía 100% das cotas do Galo Forte FIP, fundo usado na operação envolvendo o Atlético-MG. A partir de dezembro, houve mudança na composição: 80% das cotas passaram para Daniel Vorcaro, enquanto 20% permaneceram com o Astralo 95. Para a Procuradoria, essas informações “estão em contradição com o conhecimento público que, desde o final de 2023, indicava Daniel Vorcaro como o proprietário do Galo Forte FIP”.

O Galo Forte FIP foi o instrumento utilizado para adquirir cerca de 25% da Galo Holding, empresa que controla a SAF do Atlético-MG. Segundo a investigação do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, há indícios de que o fundo usado para essa compra possa ter servido para desviar recursos do Banco Master, embora a origem exata dos R$ 300 milhões investidos no clube não tenha sido detalhada até o momento.

A apuração também aponta que a chamada confusão patrimonial ocorre pelo cruzamento de operações financeiras entre diferentes fundos, o que dificulta identificar se o dinheiro aplicado no Atlético-MG partiu do patrimônio pessoal de Vorcaro, do banco ou de outros investidores. No total, o MPF mapeou movimentações de R$ 5,7 bilhões para fundos suspeitos de receber recursos desviados, com destino final a empresas registradas em nome de laranjas.