Ouça este conteúdo
Uma delegada recém-empossada em São Paulo foi presa temporariamente na manhã desta sexta-feira (16/01) sob suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A prisão ocorreu durante uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, com apoio da Corregedoria-Geral. A investigação aponta que Layla Lima Ayub mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes da facção criminosa, além de ter atuado de forma irregular como advogada em audiências de custódia, mesmo já ocupando o cargo de delegada.
Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp.
De acordo com a Promotoria, Layla teria prestado assistência jurídica a presos ligados ao PCC após tomar posse na Polícia Civil, o que é proibido. Ela foi empossada em dezembro de 2025, durante cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da capital paulista, com a presença do governador Tarcísio de Freitas. Na ocasião, 524 novos delegados foram nomeados pelo governo do estado.
Além disso, as investigações indicam que a delegada mantém um relacionamento amoroso com um suspeito de ser líder do PCC na região Norte. Ela foi presa em São Paulo e encaminhada para a Corregedoria da Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça enquanto o caso segue em apuração.
Ao mesmo tempo, a operação cumpre sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Especializada de Crime Organizado da capital paulista. Ainda segundo o Ministério Público, há também um mandado de prisão temporária contra um integrante do PCC que estava em liberdade condicional.
Em nota, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio Oliveira e Costa, afirmou: “Além da economia formal, o crime organizado tem também se infiltrado em carreiras públicas e estruturas de Estado. Mas em São Paulo, graças aos setores de inteligência, isso tem sido coibido”. A reportagem tenta contato com a defesa da delegada, e a Secretaria da Segurança Pública não havia se manifestado até a publicação.







