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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu aval a um projeto de lei em análise no Congresso norte-americano que prevê sanções severas contra países que mantêm negócios com a Rússia, especialmente na compra de petróleo e outros insumos estratégicos. A proposta inclui tarifas mínimas de 500% sobre produtos de origem russa, segundo informou o senador Lindsey Graham, um dos autores do texto. De acordo com ele, a medida busca atingir países que compram petróleo russo mais barato e, assim, ajudam a financiar a guerra conduzida pelo presidente russo, Vladimir Putin.
O projeto autoriza Trump a elevar a taxa de importação de todos os bens e serviços vindos da Rússia, incluindo petróleo, gás natural, derivados e produtos petroquímicos, para um percentual não inferior a 500%. Além disso, o texto também prevê a aplicação da mesma tarifa a produtos importados de países terceiros que comprem esses insumos da Rússia, o que pode gerar impactos diretos no comércio internacional.
Entre os países que podem ser afetados está o Brasil, que importa derivados do petróleo russo, como o diesel, e depende de fertilizantes da Rússia para o agronegócio. Segundo Lindsey Graham, a proposta oferece a Trump uma ferramenta de pressão sobre países como China, Índia e Brasil, incentivando a interrupção da compra de petróleo russo, apontado pelo senador como uma fonte de financiamento da guerra contra a Ucrânia.

A discussão sobre as sanções ocorre em meio à escalada do conflito no leste europeu. Nesta sexta-feira (09), a Rússia afirmou ter realizado um ataque contra a capital da Ucrânia, Kiev, utilizando o sistema de mísseis supersônicos Oreshnik, que possui capacidade nuclear. Autoridades ucranianas informaram que quatro pessoas morreram e 22 ficaram feridas, enquanto a força aérea da Ucrânia relatou o lançamento de 36 mísseis e 242 drones.
Segundo o Ministério da Defesa russo, os ataques tiveram como alvo a infraestrutura energética ucraniana ligada ao complexo militar-industrial e às instalações de fabricação de drones. Moscou afirmou que a ofensiva foi uma resposta a uma suposta tentativa de ataque à residência de Putin, em dezembro de 2025, acusação negada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que classificou as declarações como “mentiras” e afirmou que a Rússia tenta dificultar negociações de paz e justificar novos ataques a prédios do governo ucraniano.







