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A Polícia Federal determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão policial federal, após a revogação da licença concedida durante o período em que exerceu mandato parlamentar. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (02/01) no Diário Oficial da União e estabelece que a retomada das atividades é uma ordem administrativa, sem caráter de recomendação.
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ingressou na Polícia Federal por concurso público antes de entrar na política. No entanto, ao se eleger deputado federal por São Paulo em 2014, passou a atuar na Câmara dos Deputados até dezembro de 2025, quando teve o mandato cassado pela Mesa Diretora devido a faltas não justificadas. Com isso, a PF determinou o encerramento da licença e a volta imediata ao quadro da corporação.
Além disso, o despacho da Polícia Federal prevê que, caso haja nova ausência sem justificativa, poderão ser adotadas medidas administrativas e disciplinares, conforme a legislação vigente. O documento deixa claro que a corporação espera o cumprimento imediato da determinação, reforçando a obrigação funcional do servidor.
Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, onde permaneceu por meses atuando junto a autoridades norte-americanas em articulações que resultaram na adoção de sanções econômicas e diplomáticas contra o Brasil. Posteriormente, essas medidas foram revogadas após uma aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
Antes da carreira política, Eduardo Bolsonaro atuou como escrivão da Polícia Federal, desempenhando funções ligadas à investigação e ao apoio a inquéritos. Ele se afastou da corporação em 2015 para seguir na vida legislativa. Após deixar o país e acumular ausências no Congresso, foi aberto o processo que resultou na perda do mandato, além da revogação do passaporte diplomático e de outros benefícios parlamentares.







