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O ano de 2026 já começa com gasolina, diesel e gás de cozinha mais caros, com a vigência do novo ICMS sobre combustíveis nesta quinta-feira (1º). O reajuste, definido pelos estados, impacta diretamente o bolso do consumidor logo nos primeiros dias do ano.
A mudança no imposto estadual foi aprovada em setembro do ano passado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne representantes dos estados e do governo federal. Com isso, a alíquota da gasolina subiu R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Já o diesel teve aumento de R$ 0,05 por litro, indo de R$ 1,12 para R$ 1,17. No caso do gás de cozinha, o reajuste foi de R$ 1,05 por botijão.
Segundo o Comsefaz, o cálculo do novo ICMS levou em conta os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para isso, foram comparados os valores praticados entre fevereiro e agosto de 2025 com o mesmo período de 2024, o que resultou nos novos patamares do imposto em 2026.
Como os combustíveis são considerados preços-chave da economia, o aumento do ICMS tende a se espalhar para outros setores. Dessa forma, o reajuste pode influenciar o custo do transporte, dos alimentos e de serviços, pressionando ainda mais o orçamento das famílias. Além disso, desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Petrobras deixou de adotar a política de paridade internacional, que ajustava os preços com base no dólar e no petróleo, o que altera a dinâmica dos reajustes no país.
Veja o aumento do ICMS dos combustíveis
| ICMS | 2025 | 2026 | Variação % |
|---|---|---|---|
| Gasolina (L) | R$ 1,47 | R$ 1,57 | 6,8% |
| Diesel e biodiesel (L) | R$ 1,12 | R$ 1,17 | 4,4% |
| Gás de cozinha (por kg) | R$ 1,39 | R$ 1,47 | 5,7% |







