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A divulgação dos chamados Arquivos Epstein, nesta sexta-feira (19/12), trouxe à tona milhares de documentos com fotos, vídeos e registros de investigação ligados a Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. O material foi liberado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) com base na Lei de Transparência dos Arquivos Epstein e expõe imagens de celebridades ao lado do financista, além de detalhes sobre a condução das investigações. O primeiro lote faz parte de um conjunto que soma mais de 300 gigabytes de dados, armazenados no sistema eletrônico de gerenciamento de casos do FBI.
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Entre os nomes citados ou que aparecem em imagens estão o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, os músicos Michael Jackson, Mick Jagger e Diana Ross, o ator Chris Tucker e Andrew Mountbatten-Windsor, anteriormente conhecido como príncipe Andrew. Clinton aparece em várias fotos com Epstein, registradas nos anos 1990 e início dos anos 2000, antes da primeira prisão do financista. Ele nunca foi acusado por sobreviventes dos abusos e negou ter conhecimento dos crimes. Uma imagem divulgada também mostra Andrew Mountbatten-Windsor deitado sobre cinco pessoas com os rostos ocultados, enquanto Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein e também condenada, aparece em pé atrás deles.







Os documentos judiciais também citam Donald Trump, apontando que Epstein teria apresentado uma menina de 14 anos ao então empresário em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, durante a década de 1990. Segundo o processo movido em 2020 contra o espólio de Epstein e Ghislaine Maxwell, Epstein teria cutucado Trump e dito, em tom de brincadeira, referindo-se à menina: “Essa é boa, né?”. O documento relata que Trump sorriu, assentiu, “ambos riram”, e que a adolescente se sentiu desconfortável, embora “na época, era muito jovem para entender o porquê”. A vítima afirma ter sido aliciada e abusada por Epstein durante anos.
Os materiais recém-divulgados também incluem novas imagens e registros visuais de diferentes períodos, além de fotografias feitas em ambientes formais, jantares e deslocamentos. Parte desse conteúdo já havia sido mencionada em divulgações anteriores, enquanto outras imagens aparecem pela primeira vez neste lote. Segundo o Departamento de Justiça, centenas de milhares de páginas começaram a ser liberadas, e outras centenas de milhares ainda devem ser divulgadas nas próximas semanas, embora não exista um cronograma definido para a conclusão do processo.
Os arquivos foram publicados após o Congresso dos EUA aprovar, em novembro, uma lei que determinava a divulgação integral das informações até esta sexta-feira. No entanto, democratas e alguns republicanos acusaram o DOJ de descumprir a obrigação legal, após o departamento afirmar que não conseguiria divulgar todo o conteúdo dentro do prazo. Além disso, muitos documentos liberados estão censurados, incluindo depoimentos policiais, relatórios de investigação e imagens. Em um dos arquivos, mais de 100 páginas ligadas a uma investigação de júri popular estão completamente ocultadas, e até o momento o departamento não explicou formalmente os critérios dessas restrições.







