Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Donald Trump usa galeria da Casa Branca para atacar ex-presidentes

Placas com descrições ofensivas a Biden, Obama, Bush e Clinton foram escritas pelo próprio Trump
Foto: Jessica Koscielniak/ Reuters

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O presidente Donald Trump voltou a causar polêmica ao usar a galeria de ex-presidentes da Casa Branca, chamada de “Parede da Fama Presidencial”, para atacar adversários políticos, incluindo nomes do próprio Partido Republicano. As novas placas instaladas trazem descrições ofensivas sobre ex-líderes dos Estados Unidos, com críticas diretas a Joe Biden, Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, além de exaltar a própria trajetória de Trump. As informações já aparecem de forma explícita nos primeiros painéis da exposição.

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No retrato de Joe Biden, Trump descreve o ex-presidente como “o dorminhoco Joe Biden” e afirma que ele foi “de longe, o pior presidente da história americana”. A placa também sustenta que Biden venceu a eleição “mais corrupta de todos os tempos”. Em setembro, Trump já havia substituído a foto do democrata pela imagem de uma caneta automática usada para reproduzir assinaturas, gesto que já havia gerado repercussão.

Foto: Aaron Schwartz/ Reuters

Já a placa dedicada a Barack Obama enfatiza o nome do meio do ex-presidente, Hussein, e o define como “uma das figuras políticas mais controversas da história americana”. O texto menciona que Obama foi o primeiro homem negro a ocupar a Presidência dos Estados Unidos e o responsabiliza pela criação de uma “Lei de Assistência Médica Inacessível”, além de citar a assinatura do Acordo de Paris sobre o clima.

Nem mesmo ex-presidentes republicanos escaparam. George W. Bush é criticado por ter iniciado as guerras no Afeganistão e no Iraque, que, segundo o texto da placa, “não deveriam ter acontecido”. No caso de Bill Clinton, a descrição destaca que sua esposa, Hillary Clinton, perdeu a eleição presidencial de 2016 justamente para Trump.

A placa dedicada ao próprio Donald Trump exalta sua vitória presidencial em 2024 e afirma que ele superou a “instrumentalização sem precedentes das forças da lei”, além de mencionar duas tentativas de assassinato. O texto ainda diz que Trump inaugurou a chamada “Era de Ouro da América”. Em nota, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que Trump escreveu o conteúdo de “muitas” das placas exibidas na galeria.