Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Bolsonaro começa a cumprir pena enquanto a PF passa a fiscalizar até sua quentinha na prisão

Ex-presidente e militares de alta patente condenados pela trama golpista começam a cumprir pena pela primeira vez na história do Brasil
Núcleo 1 trama golpista começa a cumprir pena
Núcleo 1 trama golpista começa a cumprir pena - Foto: Agência Brasil

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A Polícia Federal vai fiscalizar todas as marmitas entregues ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da PF em Brasília, onde ele começou a cumprir, nesta terça-feira (25/11), a pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por envolvimento no plano de golpe de Estado. A medida atende à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou a chamada “alimentação especial” após solicitação da defesa do ex-presidente. No despacho, Moraes determinou que a entrega da comida seja feita por uma pessoa previamente cadastrada pelos advogados e em horário definido pela PF, que deverá fiscalizar e registrar tudo o que for entregue. Bolsonaro está preso desde sábado (22/11), após ter a prisão domiciliar convertida em preventiva por violar a tornozeleira eletrônica, e permanecerá nas instalações da PF para cumprir a pena.

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Além de Bolsonaro, o STF determinou a execução das penas dos outros seis condenados do núcleo central do golpe. Pela primeira vez na história do Brasil, militares de alta patente são presos por tentativa de golpe de Estado, e também é a primeira vez que um ex-presidente da República é condenado por uma tentativa de golpe. Cada condenado foi enviado a locais diferentes, seguindo regras de segurança definidas pelo Supremo. A PF realizou as prisões ao longo da terça-feira (25). O ex-ministro da Justiça Anderson Torres, condenado a 24 anos, não foi localizado em casa no momento da busca, mas acabou encontrado no escritório de seu advogado e levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, em área destinada ao 19º Batalhão de Polícia Militar.

O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha e condenado a 24 anos, chegou à Estação Rádio da Marinha às 16h45, escoltado por um comboio militar. Já os generais da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, condenado a 21 anos, e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, condenado a 19 anos, foram levados ao Comando Militar do Planalto, onde iniciarão o cumprimento das penas impostas pelo STF.

O general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-chefe da Casa Civil, que também foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, já estava preso desde dezembro de 2024 na Primeira Divisão do Exército, na Vila Militar do Rio de Janeiro. Condenado a 26 anos, ele permanece no mesmo local, agora com a prisão preventiva convertida oficialmente em execução de pena. A situação concluiu o processo contra os líderes do núcleo principal da trama golpista e iniciou imediatamente a fase de cumprimento das penas.

O STF também decretou, nesta terça (25), o trânsito em julgado da condenação do delegado Alexandre Ramagem, sentenciado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão. Porém, ele fugiu para os Estados Unidos logo após o julgamento e agora é considerado foragido da Justiça brasileira. Já o delator do caso, o coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, segue cumprindo a pena de dois anos em regime aberto desde o início de novembro, com restrições previstas no acordo de delação premiada, como recolhimento noturno nos fins de semana, proibição de sair do país, uso de armas e obrigação de comparecer semanalmente à Justiça para informar suas atividades.