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A ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, foi condenada à morte nesta segunda-feira (17/11) por crimes contra a humanidade, após o tribunal de Dacca concluir que ela ordenou uma repressão violenta contra os protestos de 2024. As autoridades afirmam que, durante as manifestações que levaram à queda da líder, houve centenas de execuções extrajudiciais cometidas pelas forças de segurança. Como resultado, as acusações de incitação ao assassinato, uso de armas letais e ordens diretas para eliminar opositores foram consideradas suficientes para a sentença.
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O juiz Golam Mortua Mozumder afirmou que “todos os elementos constitutivos de um crime contra a humanidade estão reunidos”, justificando a decisão pela pena máxima. Enquanto isso, as famílias das vítimas acompanharam o julgamento e aplaudiram o veredito. Os juízes também concluíram que Hasina incitou militantes de seu partido e “ordenou que matassem e eliminassem os estudantes que protestavam”, o que reforçou o entendimento de que houve responsabilidade direta e omissão em impedir os abusos.
Durante os protestos do ano passado, aproximadamente 1,4 mil manifestantes morreram e outros 25 mil ficaram feridos, segundo estimativas citadas no processo. Esses dados foram destacados para mostrar a dimensão da violência e, ao mesmo tempo, explicar por que as acusações resultaram em cinco processos contra a ex-premiê, todos ligados ao incentivo e à autorização de ações letais contra a população.
Hasina, que governou Bangladesh de 2009 a 2024, nega todas as acusações. Ela fugiu para a Índia no ano passado, onde permanece em exílio, e não compareceu ao tribunal. Ainda assim, os juízes entenderam que as provas e os relatos apresentados eram suficientes para responsabilizá-la pelas mortes e pela repressão que marcou o período de crise política no país.







