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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do STF, aberta após a antecipação da aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A indicação, anunciada nesta quinta-feira (20/11), agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde Messias será sabatinado antes de ter o nome votado no plenário. São necessários, no mínimo, 41 votos para a aprovação.
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Jorge Messias afirmou estar “honrado” com a escolha, ressaltando que buscará demonstrar ao Senado que reúne os requisitos para assumir o cargo. Lula, por sua vez, disse ter certeza de que o indicado continuará defendendo a Constituição e o Estado Democrático de Direito.
Embora a nomeação tenha avançado formalmente, a decisão provocou forte desconforto nos bastidores do Congresso. Isso porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não teria gostado da escolha. Ele defendia, desde o início, o nome do senador Rodrigo Pacheco, seu aliado político, para a vaga no Supremo. Além disso, Lula não ligou para Alcolumbre nem antes nem depois do anúncio, o que aumentou o clima de irritação. Durante todo o debate sobre a sucessão de Barroso, Alcolumbre deixou claro que seu candidato era Pacheco e, sem ser atendido, não deve trabalhar pela criação de um ambiente favorável para Messias no Senado.
Logo após o anúncio da indicação, a tensão política ficou mais evidente. Isso porque Alcolumbre decidiu colocar na pauta do Senado projetos que desagradam diretamente o governo, como a PEC que acaba com a reeleição para cargos do Executivo a partir de 2028. A proposta vai na contramão do que deseja Lula, que não concorda com a mudança. Ainda nesta quinta-feira (20), o presidente do Senado telefonou para o relator da PEC, senador Marcelo Castro (MDB), sinalizando a intenção de acelerar a discussão da medida.







