Ouça este conteúdo
Os casos de febre maculosa em Minas Gerais aumentaram 10,3% em apenas uma semana. Segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nesta terça-feira (07/10), foram 32 casos confirmados, frente aos 29 registrados no último balanço, do dia 1º de outubro. O número de mortes pela doença também subiu, passando de quatro para cinco. Além disso, 11 casos permanecem em investigação. Belo Horizonte lidera em confirmações, com cinco casos e nenhum óbito, seguida por Itabira, que tem quatro confirmações sem mortes. Já os óbitos foram registrados em Caeté (2), Matozinhos (2) e Caratinga (1).
Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp.
De acordo com a SES-MG, a febre maculosa é uma doença grave transmitida pela picada de carrapatos infectados, e o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e óbitos. Embora tenha havido aumento nas últimas semanas, o número de casos confirmados neste ano ainda é inferior ao dos dois últimos anos. Em 2023, foram 90 casos e 20 mortes; já em 2022, o estado registrou 95 casos e 24 óbitos. A pasta informou que mantém o monitoramento contínuo dos casos suspeitos, realiza capacitações para profissionais de saúde e apoia ações municipais de vigilância e educação em saúde.
Os principais sintomas da febre maculosa incluem febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia e dores musculares constantes. A doença pode ocorrer durante todo o ano, mas é mais frequente no período seco, entre abril e outubro, quando há maior exposição a carrapatos infectados. O pico de casos costuma ocorrer de maio a agosto, especialmente nas macrorregiões de Saúde Centro, Vale do Aço, Leste e Leste do Sul.
Causada por uma bactéria da família Rickettsiaceae, a febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela, que se hospeda em capivaras e outros mamíferos. Como os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, a informação e o diagnóstico rápido são fundamentais. O paciente leva entre 10 e 20 dias para desenvolver anticorpos, sendo necessária a coleta de uma nova amostra nesse período para confirmar o diagnóstico.







