Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Casa Branca ameaça demissões e Trump corta bilhões de fundos para estados democratas

Paralisação orçamentária nos Estados Unidos suspende serviços, congela projetos de energia e transporte e amplia a pressão política no Congresso
Shutdown: Casa Branca ameaça demissões e corte de fundos
Shutdown: Casa Branca ameaça demissões e corte de fundos

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A Casa Branca alertou nesta quinta-feira (02/10) que demissões são “iminentes” diante da paralisação orçamentária dos Estados Unidos, enquanto o governo de Donald Trump anunciou o corte de bilhões de dólares destinados a estados governados por democratas, como Califórnia e Nova York. O chamado shutdown começou em 1º de outubro, após a falta de acordo no Senado entre republicanos e democratas sobre a extensão do orçamento federal.

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Com a paralisação, serviços públicos foram suspensos e milhares de funcionários federais receberam notificações de que devem permanecer em casa sem salário, enquanto outros precisam continuar trabalhando, também sem remuneração, até que o orçamento seja aprovado. A Casa Branca reforçou a ameaça de cortes “em todas as áreas” como forma de pressionar parlamentares democratas a aceitar o projeto. Além disso, o governo anunciou que os Departamentos de Energia e Transporte vão cancelar subsídios em estados e distritos democratas, atingindo projetos bilionários de infraestrutura e energia limpa.

De acordo com a imprensa americana, o Senado não conseguiu os 60 votos necessários para aprovar o orçamento. Os republicanos, liderados por Trump, têm 53 cadeiras, mas precisam de mais sete votos para avançar na proposta. Entre as medidas anunciadas, o Departamento de Energia confirmou o cancelamento de 321 subsídios para 223 projetos, com promessa de economia de 7,56 bilhões de dólares. O diretor do Escritório de Orçamento da Casa Branca, Russell Vought, afirmou que os recursos eram usados para promover “a agenda climática da esquerda”. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou o corte de 1,2 bilhão de dólares destinado a um projeto de hidrogênio, que segundo ele ameaça dezenas de milhares de empregos.

Nova York também foi diretamente atingida com a suspensão de 18 bilhões de dólares destinados a obras de ampliação do metrô e construção de um túnel sob o rio Hudson. O Departamento de Transporte afirmou que a decisão está ligada à “paralisação orquestrada” pelos líderes democratas Chuck Schumer e Hakeem Jeffries, acrescentando que projetos com “requisitos de contratação baseados em raça e sexo” seriam inconstitucionais. A governadora Kathy Hochul classificou a suspensão como “vingança política”. Já associações de controladores de tráfego aéreo e empresas de aviação alertaram para riscos de atrasos e segurança nos voos enquanto os fundos seguem congelados, aguardando uma “revisão administrativa rápida”.