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A Polícia Civil de São Paulo realizou na tarde desta terça-feira (30/09) uma operação em dois pontos da capital paulista suspeitos de comercializar bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, após casos de intoxicação e mortes confirmadas no estado. Os locais vistoriados ficam na Avenida Piassanguaba, no Planalto Paulista, onde funciona uma distribuidora de bebidas, e em uma lanchonete na Alameda Lorena, no Jardim Paulista, onde uma mulher de 43 anos ingeriu uma vodka que a deixou cega.
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Durante a ação, que começou por volta das 14h, os agentes de fiscalização apreenderam 20 garrafas de vodka suspeitas de adulteração. Ainda nesta terça, a Secretaria de Saúde informou que foram recolhidas 112 garrafas em diferentes regiões da cidade, incluindo 17 na Mooca. O restaurante da Alameda Lorena foi interditado imediatamente por determinação da polícia.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou que ao menos cinco pessoas morreram por intoxicação causada por metanol. Uma das mortes já teve ligação direta comprovada com o consumo de bebida adulterada, enquanto outras quatro seguem em investigação. Além disso, o governo acompanha 22 casos suspeitos, dos quais 17 ainda passam por análise e cinco já estão confirmados.
- Leia mais: São Paulo registra nove casos e três mortes por metanol em bebidas adulteradas em 25 dias
Ainda nesta terça-feira, outros dois bares também foram interditados: o Torres Bar, na Mooca (Rua Quariteré, 53), e o Ministrão Bar, nos Jardins (Alameda Lorena, 1218). O dono do Ministrão, Zé Rodrigues, foi levado à delegacia após a Vigilância Sanitária constatar que o estabelecimento adquiriu bebidas de um “vendedor de rua” sem nota fiscal. Ele admitiu ter comprado vodka e outras bebidas de distribuidores informais, mas negou ter vendido produtos falsificados.
De acordo com Tarcísio, todos os estabelecimentos com suspeita de envolvimento em intoxicações serão interditados cautelarmente. O objetivo é analisar a documentação, verificar a origem das bebidas e identificar possíveis distribuidores ilegais. “A partir do momento que a gente sabe que aquela bebida foi consumida naquele estabelecimento, esse local vai passar pela interdição cautelar. Não pode continuar comercializando bebidas se a gente tem uma suspeita que a bebida é fraudada”, afirmou o governador.
As investigações apontam que até mesmo marcas reconhecidas são vítimas desse esquema, já que seus rótulos e embalagens são pirateados para enganar consumidores e distribuidores.







