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Um caso de extrema violência contra a mulher tem gerado revolta e ganhou destaque nacional. Igor Cabral, ex-jogador de basquete de 29 anos, foi preso em flagrante e vai responder por tentativa de feminicídio após desferir mais de 60 socos na namorada dentro de um elevador em Natal, no Rio Grande do Norte. Durante depoimento à Polícia Civil, Igor alegou ser autista e afirmou ter tido um surto claustrofóbico no momento do ataque. A informação já circula nas redes e levanta questionamentos sobre uma possível tentativa de reduzir a pena ou até conseguir liberdade com base na alegação de transtorno mental.
A vítima, uma mulher de 35 anos, sofreu múltiplos traumas faciais e terá que passar por cirurgias de reconstrução da mandíbula e de parte do rosto, que foi destruído pelos golpes. Os procedimentos serão realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e familiares organizam uma vaquinha online para custear o tratamento e a recuperação da mulher.
A agressão aconteceu enquanto o casal descia do 16º andar até o térreo. As imagens do circuito interno mostram a sequência brutal dos socos, que não cessaram durante todo o trajeto. Ao chegar ao térreo, os porteiros já haviam chamado a polícia, que prendeu Igor Cabral ainda no prédio. Após audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, e ele está detido em um centro de triagem em Parnamirim, na região metropolitana de Natal.
Apesar da alegação de autismo feita por Igor em depoimento, não há até o momento nenhum laudo médico que comprove o diagnóstico. O processo corre sob segredo de Justiça. Nos últimos dias, relatos indicam que o agressor estaria com medo de ser linchado ou morto dentro da prisão devido à repercussão do caso. Internautas passaram a especular que a declaração sobre autismo seria uma estratégia para tentar obter tratamento especial ou fugir do presídio.
Igor está proibido de manter qualquer contato com a vítima ou seus familiares, podendo falar apenas com seu advogado. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher em Natal e acompanhado de perto por entidades de proteção às mulheres.







