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O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou nesta sexta-feira (25/07) que não fugiu do Brasil. A declaração foi feita por meio de um vídeo gravado nos Estados Unidos, onde ele aparece em um parque de diversões na cidade de Orlando. Segundo o parlamentar, a viagem foi motivada pelo recesso do Senado e pela vontade de passar um tempo com a filha, de quem esteve afastado por dois anos e meio. A movimentação do senador ocorre apesar da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a retenção de seus passaportes no âmbito da Operação Disque 100.
Em agosto do ano passado, Do Val se tornou alvo de medidas cautelares após ser apontado como suspeito de integrar um grupo que promovia ataques virtuais contra agentes da Polícia Federal envolvidos em investigações relacionadas ao STF. Apesar disso, o senador afirmou, em outro trecho do vídeo, que não responde a nenhum processo e que não há denúncia formal contra ele. “O que o Alexandre de Moraes fez, de tentar suspender meu passaporte, eu não entreguei à Polícia Federal porque é uma violação, um crime contra a Constituição”, declarou.
Durante a gravação, o parlamentar mostrou tanto o passaporte civil quanto o diplomático e alegou que agentes da Polícia Federal exigiram a apresentação do documento diplomático ao desembarcar nos Estados Unidos. Ele ainda reforçou que não havia motivos para fugir e, por “excesso de zelo”, comunicou previamente ao STF, à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça sobre a viagem. Na quinta-feira (24), o senador já havia postado uma foto no aeroporto segurando o passaporte diplomático brasileiro e um outro, semelhante ao utilizado por cidadãos americanos.
A decisão de Alexandre de Moraes que determinou a apreensão dos passaportes foi confirmada pela Primeira Turma do STF em fevereiro deste ano. Desde então, Marcos do Val tentou por duas vezes reverter a medida, mas teve os pedidos negados, o mais recente deles em março. As restrições foram impostas após publicações em redes sociais que atacavam policiais federais, incluindo uma imagem do delegado Fábio Shor com a legenda “procurado”, numa tentativa de vinculá-lo a práticas criminosas.







