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Uma pesquisa realizada por cientistas das universidades suíças de Genebra, Lausanne e Zurique revelou que a convivência com cães e gatos ajuda a frear o envelhecimento cerebral em pessoas com 50 anos ou mais. O estudo, que analisou dados coletados ao longo de quase duas décadas pela Pesquisa de Saúde e Aposentadoria na Europa (Share), mostrou que cada espécie de animal de estimação oferece benefícios diferentes para as funções cognitivas dos tutores.
De acordo com a investigação, pessoas que têm cães apresentaram melhor desempenho em testes de memória imediata e tardia. Já os donos de gatos tiveram um envelhecimento mais lento na fluência verbal, que é a capacidade de formar frases e se comunicar. Esses resultados apontam que a interação com esses animais estimula áreas do cérebro ligadas à memória e à comunicação, ajudando a preservar as habilidades cognitivas com o passar do tempo.
Por outro lado, o estudo não identificou benefícios relevantes para a saúde cerebral entre tutores de peixes e pássaros. Os pesquisadores explicam que isso pode ocorrer devido à vida mais curta desses animais e à interação limitada que eles proporcionam. Além disso, o barulho dos pássaros pode prejudicar a qualidade do sono dos donos, o que, por sua vez, impacta negativamente a saúde cerebral.
Os mecanismos neurológicos que conectam a presença dos pets à melhora das funções cognitivas ainda não estão totalmente esclarecidos. Contudo, os cientistas destacam que cães e gatos demandam mais atenção e contato, o que estimula áreas do cérebro como o córtex pré-frontal e o hipocampo, regiões associadas à socialização, memória e atenção. Essa constante interação pode ser fundamental para retardar o declínio cognitivo em idosos.







