Belo Horizonte, 7 de março de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Últimas notícias

Confiança no emprego impulsiona intenção de consumo em Minas

Levantamento da Fecomércio MG mostra que expectativa positiva com renda e trabalho estimula o consumo das famílias mineiras, mesmo diante de desafios econômicos
Confiança no emprego impulsiona intenção de consumo
Confiança no emprego impulsiona intenção de consumo

Ouça este conteúdo

0:00

A confiança dos belo-horizontinos em relação ao futuro profissional tem alimentado a intenção de consumo nos próximos meses, mesmo com o índice ainda abaixo do nível considerado satisfatório. Segundo a pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF), analisada pela Fecomércio MG e aplicada pela CNC, o indicador geral subiu 0,8 ponto em junho e chegou a 88,1. A percepção de melhora na renda também aumentou, fortalecendo a disposição para compras, apesar da insegurança em relação ao emprego atual. O levantamento mostrou que a segurança no emprego caiu 0,8 ponto em comparação com maio, ficando em 97,3. O recuo foi ainda mais expressivo na comparação anual, com queda de 33,3 pontos. Famílias com renda até 10 salários mínimos demonstraram menor segurança, registrando 93,9 pontos, enquanto aquelas com renda acima desse valor marcaram 118,9 pontos. Mesmo assim, houve leve aumento no número de pessoas que se sentem seguras em seus trabalhos.

A perspectiva profissional para os próximos seis meses apresentou melhora, atingindo 97,8 pontos — 5,8 acima do mês anterior. Entre os entrevistados, 45,5% acreditam que sua situação profissional vai melhorar, frente aos 42,6% registrados em maio. O otimismo é mais forte nas famílias com renda superior a 10 salários, onde 65% veem um cenário positivo, contra 43,2% das famílias que ganham menos.

Apesar de o índice de consumo atual ter caído para 77,2 pontos, a expectativa para os próximos meses é de aumento no consumo. O indicador de perspectiva de consumo chegou a 106,6 pontos em junho, com 35,7% dos entrevistados afirmando que pretendem comprar mais no segundo semestre. Ainda assim, 72,1% consideram que este é um momento ruim para adquirir bens duráveis, refletido na queda do índice específico para esse tipo de consumo, que marcou 54,7 pontos.

Para a economista Gabriela Martins, da Fecomércio MG, o leve crescimento na intenção de consumo está ligado à percepção de melhora na renda. Ela aponta que, apesar da queda na confiança no emprego e na compra de bens duráveis, a segurança financeira e o pagamento de dívidas contribuem para que as famílias se sintam mais preparadas para consumir nos próximos meses, mesmo em um cenário de juros elevados e acesso mais difícil ao crédito. “Esse comportamento, por sua vez, pode estar atrelado a capacidade das famílias em quitar seus compromissos financeiros em aberto e, consequentemente, consigam manter uma saúde financeira satisfatória tornando assim os consumidores menos cautelosos na hora de realizar suas compras”, finaliza Martins.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor no estado, abrangendo mais de 750 mil empresas e 51 sindicatos. Presidida por Nadim Elias Donato Filho, atua como porta-voz das demandas do empresariado mineiro, administra o Sesc e o Senac em Minas e colabora com a CNC para defender os interesses do comércio em todas as esferas. Com 86 anos de história, tem papel essencial no desenvolvimento econômico de Minas e na promoção de serviços para trabalhadores, empresas e a sociedade.