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O Exército de Israel declarou que, mesmo com o cessar-fogo entre Israel e Irã, o foco militar do país volta a ser a Faixa de Gaza. Segundo o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa, Eyal Zamir, as operações em Gaza continuarão com o objetivo de resgatar reféns e enfraquecer o grupo Hamas. A pausa no confronto com o Irã foi anunciada após um acordo intermediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Zamir afirmou que a campanha contra o programa nuclear iraniano ainda não chegou ao fim. Para ele, a ofensiva teve sucesso ao atrasar o desenvolvimento nuclear e de mísseis do país persa, mas não encerrou a ameaça. “Concluímos um capítulo significativo, mas a campanha contra o Irã ainda não terminou. Estamos entrando em uma nova fase, que se baseia nas conquistas da operação atual”, declarou o militar.
Mesmo com o cessar-fogo em vigor, os governos de Israel e Irã condicionaram a continuidade da trégua ao cumprimento mútuo dos termos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o Irã seguirá o acordo “se Israel fizer o mesmo”. Logo depois, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, fez coro, afirmando que a manutenção da paz dependerá do comportamento iraniano.
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A Palestina também entrou na discussão. O gabinete do presidente Mahmoud Abbas pediu que o cessar-fogo fosse estendido à Faixa de Gaza, como forma de alcançar uma estabilidade mais ampla na região. O apelo reflete a frustração de muitos palestinos diante dos acordos isolados. “Chega! O universo inteiro nos decepcionou. O Hezbollah chegou a um acordo sem Gaza, e agora o Irã fez o mesmo”, disse Adel Farouk, de 62 anos, à agência Reuters. “Esperamos que Gaza seja a próxima”, completou.







