Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Irã e Israel disputam narrativa de vitória, mas confirmam cessar-fogo após 12 dias de conflito

Após ataques e acusações, países encerram guerra de 12 dias com versões opostas sobre vitória e objetivos alcançados
Cessar-fogo: Irã e Israel disputam narrativa de vitória
Cessar-fogo: Irã e Israel disputam narrativa de vitória

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Irã e Israel confirmaram, nesta terça-feira (24/06), o cessar-fogo após 12 dias de guerra, iniciada por um ataque “preventivo” de Israel ao Irã, no dia 12 de junho. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de segunda-feira (23/06) um cessar-fogo “completo e total” entre os dois países. No entanto, poucas horas depois, a trégua parecia ameaçada.

Na manhã desta terça, Israel acusou o Irã de violar o acordo e afirmou que “responderia com força”. Apesar disso, um alto funcionário da segurança iraniana declarou que, após a meia-noite (horário de Brasília), “nenhum míssil foi disparado contra o inimigo até o momento”. Antes de embarcar para a cúpula da Otan, na Holanda, Trump reconheceu que os dois países violaram o acordo. Pouco depois, em uma publicação na plataforma Truth Social, voltou atrás e disse que o cessar-fogo permanecia válido, destacando que Israel não atacaria o Irã. “Gostaria de parabenizar ambos os países, Israel e Irã, por terem a Resistência, a Coragem e a Inteligência para pôr fim ao que deveria ser chamado de ‘A GUERRA DOS 12 DIAS’”.

Com a trégua anunciada, Israel foi o primeiro a divulgar que aceitou a proposta de cessar-fogo feita pelos Estados Unidos, alegando ter cumprido “todos os objetivos” militares, incluindo a suposta neutralização do programa nuclear iraniano. Já o Irã comemorou o que chamou de “vitória”, alegando ter forçado o inimigo a encerrar o conflito. “Hoje, após a heroica resistência de nossa grande nação (…) assistimos ao estabelecimento de uma trégua e ao fim desta guerra de 12 dias imposta por Israel”, declarou o presidente iraniano Masud Pezeshkian em mensagem oficial.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã também se manifestou, exaltando a atuação das Forças Armadas iranianas e afirmando que “a resposta à agressão de Tel-Aviv forçou Israel a aceitar o cessar-fogo”. A nota citou, inclusive, o ataque iraniano à base militar americana de Al-Udeed, no Catar, como parte da reação. “A vitória forçou o inimigo a se arrepender e aceitar a derrota”, disse o comunicado, reforçando que o Irã permanece em alerta.

Por outro lado, o governo de Israel afirmou ter alcançado a superioridade aérea sobre Teerã, destruído dezenas de alvos iranianos e enfraquecido a liderança militar do regime. Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçou que o país “alcançou seus dois principais objetivos” e agradeceu a Trump pelo apoio. “Israel agradece ao presidente Trump e aos EUA por seu apoio defensivo e por sua participação na remoção da ameaça nuclear iraniana”, finalizou a nota.