Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Idosa morre ao usar água da torneira e contrair ameba comedora de cérebro

Infecção rara e fulminante começou após lavagem nasal caseira com água da torneira que continha a ameba
ameba na torneira
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Uma mulher de 71 anos morreu nos Estados Unidos após contrair uma infecção causada pela Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebro”. O caso aconteceu no Texas, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), e foi divulgado no fim do mês passado no Relatório Semanal de Morbidade e Mortalidade. A vítima lavava o rosto e utilizou água da torneira para fazer uma lavagem nasal, prática comum entre pessoas com sintomas de congestão. A infecção foi causada justamente pelo uso de água não esterilizada em um dispositivo de irrigação nasal.

De acordo com o CDC, poucos dias após o contato com a água contaminada, a mulher começou a apresentar sintomas como febre, dor de cabeça intensa e confusão mental. O quadro de saúde piorou rapidamente, mesmo após o início imediato do tratamento para meningoencefalite amebiana primária (MAP). Ela teve convulsões e faleceu apenas oito dias após o surgimento dos primeiros sintomas. O caso é um alerta sobre os riscos do uso de água não filtrada ou não fervida em procedimentos nasais, mesmo os considerados simples.

Exames laboratoriais confirmaram a presença da Naegleria fowleri no líquido cefalorraquidiano da paciente, segundo o portal USA Today. Essa ameba vive em ambientes de água doce morna, como lagos e rios, mas também pode ser encontrada em água da torneira, especialmente em sistemas com tratamento inadequado. A infecção ocorre quando a água contaminada entra pelo nariz, atingindo o cérebro, o que pode acontecer em situações como mergulhos ou uso de dispositivos nasais sem água estéril.

A progressão da MAP é rápida e altamente letal. Os primeiros sinais da infecção incluem febre, náuseas, vômitos e rigidez na nuca. Em seguida, o quadro evolui para alucinações, perda de coordenação e coma. Desde 1962, apenas 164 casos foram registrados nos Estados Unidos, e apenas quatro pessoas sobreviveram, segundo dados oficiais do CDC.