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Milhares de pessoas protestaram nos Estados Unidos nesta quarta-feira (07/01) após uma mulher ser morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante uma operação em Mineápolis, no estado de Minnesota. O caso, que envolve a polícia de imigração do governo Donald Trump, gerou forte reação popular e colocou o país em clima de tensão. As manifestações começaram na própria cidade onde ocorreu a morte e, em seguida, se espalharam para Nova York, Miami, New Orleans e outras regiões.
Em Mineápolis, uma multidão tomou as ruas gritando palavras de ordem como “Vergonha! Vergonha!” e “ICE fora de Minnesota!”, além de usar apitos durante os atos. De acordo com a polícia local, o número de manifestantes supera o registrado nos protestos após a morte de George Floyd, em maio de 2020, também na cidade. Ao mesmo tempo, moradores relataram forte presença de agentes federais, que estavam armados, usando máscaras de gás e dispararam munições químicas para conter a mobilização.
A vítima foi identificada como Renee Nicole Good, de 37 anos. Segundo familiares ouvidos pela imprensa americana, ela era mãe de três filhos, uma adolescente de 15 anos e dois meninos, de 12 e 6 anos. Ainda na noite de quarta-feira, milhares de pessoas participaram de uma vigília com velas em Mineápolis para lamentar a morte e protestar contra a ação do ICE. Além disso, manifestações já foram convocadas em pelo menos seis cidades, incluindo Chicago, Seattle, Phoenix, Orlando e Columbus.
Segundo autoridades locais e o Departamento de Segurança Interna (DHS), a mulher teria tentado avançar com o carro contra agentes do ICE durante a operação. A versão oficial aponta que um dos agentes atirou ao se sentir ameaçado. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que agentes tentam abordar a mulher e, em seguida, o carro avança, quando ocorre o disparo. Após ser baleada, ela perdeu o controle do veículo e colidiu contra um poste.
Em uma rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a mulher agiu de forma violenta e disse que o agente envolvido também ficou ferido e foi levado ao hospital. Já a secretária do DHS, Kristi Noem, saiu em defesa da atuação dos agentes e classificou o caso como “terrorismo doméstico”, afirmando: “Esses ataques com veículos são atos de terrorismo doméstico. Estamos trabalhando com o Departamento de Justiça para processá-los dessa forma”.







