Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Mulher morta por agente do ICE provoca protestos em massa nos Estados Unidos

Tiroteio durante operação de imigração em Mineápolis desencadeou atos maiores que os de 2020 na cidade
protestos em massa nos Estados Unidos após mulher ser morta por agente do ICE
protestos em massa nos Estados Unidos após mulher ser morta por agente do ICE - Foto: REUTERS/Angelina Katsanis

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Milhares de pessoas protestaram nos Estados Unidos nesta quarta-feira (07/01) após uma mulher ser morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante uma operação em Mineápolis, no estado de Minnesota. O caso, que envolve a polícia de imigração do governo Donald Trump, gerou forte reação popular e colocou o país em clima de tensão. As manifestações começaram na própria cidade onde ocorreu a morte e, em seguida, se espalharam para Nova York, Miami, New Orleans e outras regiões.

Em Mineápolis, uma multidão tomou as ruas gritando palavras de ordem como “Vergonha! Vergonha!” e “ICE fora de Minnesota!”, além de usar apitos durante os atos. De acordo com a polícia local, o número de manifestantes supera o registrado nos protestos após a morte de George Floyd, em maio de 2020, também na cidade. Ao mesmo tempo, moradores relataram forte presença de agentes federais, que estavam armados, usando máscaras de gás e dispararam munições químicas para conter a mobilização.

A vítima foi identificada como Renee Nicole Good, de 37 anos. Segundo familiares ouvidos pela imprensa americana, ela era mãe de três filhos, uma adolescente de 15 anos e dois meninos, de 12 e 6 anos. Ainda na noite de quarta-feira, milhares de pessoas participaram de uma vigília com velas em Mineápolis para lamentar a morte e protestar contra a ação do ICE. Além disso, manifestações já foram convocadas em pelo menos seis cidades, incluindo Chicago, Seattle, Phoenix, Orlando e Columbus.

Segundo autoridades locais e o Departamento de Segurança Interna (DHS), a mulher teria tentado avançar com o carro contra agentes do ICE durante a operação. A versão oficial aponta que um dos agentes atirou ao se sentir ameaçado. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que agentes tentam abordar a mulher e, em seguida, o carro avança, quando ocorre o disparo. Após ser baleada, ela perdeu o controle do veículo e colidiu contra um poste.

Em uma rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a mulher agiu de forma violenta e disse que o agente envolvido também ficou ferido e foi levado ao hospital. Já a secretária do DHS, Kristi Noem, saiu em defesa da atuação dos agentes e classificou o caso como “terrorismo doméstico”, afirmando: “Esses ataques com veículos são atos de terrorismo doméstico. Estamos trabalhando com o Departamento de Justiça para processá-los dessa forma”.