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No culto desta quinta-feira (21/08), na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, o pastor Silas Malafaia respondeu às críticas sobre os áudios em que aparece utilizando palavrões em conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Vai cuidar da sua vida!”, afirmou. Segundo Malafaia, ele não se arrepende do tom usado na conversa e disse que o vazamento apenas revelou sua “integridade e honestidade de falar o que pensa”. O pastor também ressaltou o artigo 5º, inciso 10, da Constituição, lembrando que “é inviolável o sigilo das pessoas”.
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Durante a fala, Malafaia criticou a decisão judicial que determinou a apreensão de seu passaporte, classificando a medida como “covardia da perseguição e da maldade”. Ele explicou que a ação ocorreu enquanto desembarcava de um voo vindo de Portugal, onde participou de um evento religioso, e enfatizou que não possui dívidas ou pendências legais que justifiquem a apreensão do documento.
O pastor também abordou a apreensão de seu telefone celular e cadernos pela polícia. Segundo ele, a operação foi injusta, e afirmou que poderia ter permanecido em Portugal caso desejasse fugir, mas voltou ao Brasil por não dever nada a ninguém. “Se eu quisesse fugir, ficava em Portugal. Voltei ao Brasil porque não devo nada. Como apreendem o passaporte de um líder religioso respeitado? Isso é coisa do chefe da Gestapo”, declarou.
Sobre os palavrões ditos nos áudios, Malafaia justificou que também é humano e comete erros, e que nunca afirmou ser perfeito. Além disso, ele rejeitou qualquer ligação com processos que investigam Jair e Eduardo Bolsonaro, mas direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, dizendo que ele “escolheu o cara errado” para tocar processos contra ele. O pastor afirmou ainda que não teme prisões e que Moraes será julgado pelas leis do país e de Deus.







