Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Professor de escola estadual na Grande BH é alvo de denúncias por assédio a alunas

Casos relatados por estudantes de 10 a 14 anos incluem toques e apelidos inapropriados, e mobilizam investigações da Polícia Civil e da Secretaria de Educação

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A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) e a Polícia Civil investigam uma grave denúncia de assédio sexual envolvendo um professor da Escola Estadual Serafim Ribeiro de Rezende, localizada em Florestal, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Pais de alunos registraram boletim de ocorrência na última sexta-feira (04/07), após relatos de que pelo menos dez alunas, com idades entre 10 e 14 anos, estariam sendo vítimas do docente desde o início do ano letivo.

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Segundo o depoimento de uma das mães, o professor é suspeito de toques inapropriados nas estudantes, passando as mãos na cintura, seios, nádegas e braços. Além disso, relatos indicam que ele jogava objetos no chão e pedia para que as alunas se agachassem para pegá-los, observando-as durante o ato. As vítimas, mesmo após repreensões, afirmam que o comportamento continuava. “As alunas estão com medo. Muitas não conseguem mais dormir sozinhas, algumas estão emocionalmente abaladas, e há um clima de terror psicológico dentro da escola”, relatou uma mãe, que preferiu não se identificar.

Além do contato físico, os boletins de ocorrência apontam que o professor utilizava apelidos como “gatinha”, “bonitinha” e “florzinha”. Uma aluna de 12 anos contou que, inicialmente, acreditava ser normal e não contou aos pais. A situação veio à tona quando a mãe pediu ao filho mais velho que buscasse a menina na escola, e outra adolescente revelou que o mesmo professor “já passou a mão no meu ombro e na minha cabeça. Ele falou pra uma menina jogar algo no lixo e enquanto isso ficou olhando ela”. A diretora da escola teria confirmado, conforme o boletim, o recebimento de queixas de pais, mas minimizou a gravidade dizendo que o servidor “é atencioso” e que seu comportamento poderia ser apenas “uma forma carinhosa de tratar os alunos”.

A diretora da unidade informou que está em férias-prêmio e a vice-diretora alegou não ter autorização para comentar o caso. O professor nega todas as acusações, alegando que é apenas “carinhoso com todas as pessoas” e que não age com qualquer conotação sexual. No entanto, os pais criticam a falta de colaboração da direção, especialmente pela negativa em disponibilizar imagens das câmeras de segurança da escola, que poderiam comprovar os relatos das vítimas.