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O suspeito de matar a esposa com quase 30 facadas durante a madrugada do Dia Internacional da Mulher foi preso na manhã desta segunda-feira (09/03). O homem, de 36 anos, foi localizado no bairro Zilah Spósito, na Região Norte da capital. O crime aconteceu no bairro Baronesa, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima foi identificada como Mariana Camila de Oliveira dos Santos, de 30 anos.
Segundo o tenente Ronaldo Luiz Brito, do Grupo Especializado em Recobrimento (GER), a polícia chegou ao suspeito após receber uma denúncia anônima indicando que ele estaria escondido na região. “A partir disso, montamos uma operação, nos deslocamos até o local e conseguimos localizá-lo e efetuar a prisão”, afirmou. Ainda de acordo com o militar, o homem apresentava sinais de desorientação no momento da abordagem e teria consumido drogas antes de ser encontrado. Com ele, os policiais localizaram quatro pinos de cocaína.
Enquanto isso, a Polícia Militar também informou que o suspeito já possui passagens pela polícia. Conforme o tenente, há registros por roubo, tráfico de drogas e também por ameaça e agressão contra uma mulher, que seria sua ex-namorada. Durante a abordagem desta segunda-feira, no entanto, ele não quis dar detalhes sobre o crime.
O feminicídio foi descoberto por volta das 5h30 de domingo (08), quando um dos filhos da vítima, de 10 anos, acionou a Polícia Militar. No imóvel, além do menino, também estavam outras duas crianças: uma menina de 5 anos, filha do casal, e outra de 8 anos, filha de Mariana. No local, os policiais encontraram a mulher desacordada, com um corte no pescoço e diversas perfurações provocadas, possivelmente, por uma faca. O óbito foi confirmado pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com a Polícia Militar, a mãe do suspeito contou que o casal teria usado drogas na tarde de sábado (7) e, posteriormente, iniciado uma discussão. Segundo o sargento Edgar de Miranda, ela relatou que o filho confessou o crime e afirmou: “Só cometi um ‘homicidiozinho’ ali”. Entretanto, familiares de Mariana contestam essa versão e afirmam que apenas o homem seria usuário de entorpecentes. O caso será investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.







