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A ofensiva de Israel contra o Irã, o avanço do conflito no Oriente Médio e as reações dos Estados Unidos voltaram ao centro das atenções internacionais. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que as operações militares ainda não chegaram ao fim e que os ataques continuam com o objetivo de enfraquecer a liderança iraniana. A declaração foi feita na noite de segunda-feira (09/03), durante visita ao Centro Nacional de Comando de Saúde.
Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (10), Netanyahu declarou: “Ainda não terminamos” ao comentar a ofensiva. Ele também afirmou que a operação israelense tem pressionado o regime iraniano e acrescentou: “Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos afirmou, também na segunda-feira, que a guerra no Irã deve “acabar bem rápido”, nove dias após os primeiros ataques contra a República Islâmica. O conflito se ampliou após a reação de Teerã às ofensivas iniciais de Washington e de Israel, com bombardeios a outros países da região.
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Durante evento com republicanos na Flórida, o presidente norte-americano declarou: “Já vencemos de muitas formas, mas ainda não vencemos o bastante. Seguimos em frente, mais determinados do que nunca a alcançar a vitória definitiva que encerrará esse perigo de longa data de uma vez por todas”. Mais tarde, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que não permitirá que “um litro de petróleo” seja transportado do Oriente Médio caso os ataques continuem. Em resposta, Trump alertou que os Estados Unidos podem reagir com muito mais força se o Irã tentar bloquear as exportações da região.
Apesar da escalada de declarações, o mercado financeiro reagiu de forma diferente. Mesmo com o aumento da tensão, os preços do petróleo registraram forte queda, enquanto as bolsas globais avançaram, movimento impulsionado pela confiança do presidente americano de que o conflito pode terminar rapidamente. O cenário ocorreu mesmo após o Irã anunciar Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, gesto interpretado como um sinal de desafio em meio à crise.







