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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou países da Otan após a recusa em enviar navios de guerra ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás. A declaração foi feita nesta terça-feira (17/03), em publicação na rede Truth Social. No texto, Trump afirmou que os EUA não precisam do apoio dos aliados e demonstrou insatisfação com a decisão.
Segundo o presidente, a maioria dos países da Otan não quis participar da operação militar americana na região. “Os Estados Unidos foram informados pela maioria de nossos ‘aliados’ da OTAN de que não querem se envolver com nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã, no Oriente Médio”, escreveu. Além disso, ele voltou a criticar a aliança, afirmando que os EUA investem bilhões na proteção de outros países sem receber o mesmo apoio em momentos de necessidade. O tema envolve diretamente a guerra contra o Irã, a segurança no Oriente Médio e o impacto no mercado internacional de energia.
Em outro trecho, Trump reforçou que não pretende contar com ajuda externa. “Não precisamos da ajuda de ninguém”, declarou. Ainda assim, o republicano disse estar desapontado com a decisão dos aliados, classificando a postura como um erro. Durante encontro com o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, ele afirmou: “Nós não precisamos deles (sócios da Otan), mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo”.
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O posicionamento ocorre após um pedido feito no fim de semana para que países europeus e asiáticos enviassem embarcações militares ao Estreito de Ormuz. A região é considerada essencial para o comércio global, já que cerca de 20% do petróleo e gás natural do mundo passa por ali. No entanto, Alemanha, Itália e Grécia recusaram participar da ação, o que levou à mudança de tom por parte do governo americano.
Por outro lado, autoridades europeias afirmaram que o conflito não envolve a Otan. O porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, declarou que a aliança tem como foco a defesa dos territórios de seus membros e não possui mandato para atuar nesse tipo de operação. Segundo ele, “Esta guerra não tem nada a ver com a Otan. Não é a guerra da Otan”. Enquanto isso, a tensão na região continua influenciando o mercado, com o preço do petróleo ultrapassando os 100 dólares por barril.







