Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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WePink de Virginia Fonseca é acionada pelo MP por práticas abusivas e acumula mais de 90 mil queixas

Ministério Público de Goiás acusa a marca de cosméticos de atrasos nas entregas, falhas em reembolsos e exclusão de críticas nas redes sociais após onda de reclamações de consumidores
WePink é alvo do MP por práticas abusivas
WePink é alvo do MP por práticas abusivas

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A empresa de cosméticos WePink, da influenciadora Virginia Fonseca, foi alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) nesta quarta-feira (08/10). O órgão acusa a marca de cometer práticas abusivas contra consumidores, como falta de entrega de produtos, descumprimento de prazos e exclusão de críticas nas redes sociais. Segundo o MP, a WePink acumula mais de 90 mil reclamações registradas apenas em 2024 no site Reclame Aqui, além de 340 denúncias formais protocoladas no Procon Goiás entre 2024 e 2025.

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A investigação constatou diversas irregularidades na conduta da empresa, que incluem resistência em reembolsar consumidores, entregas atrasadas por até sete meses e atendimento automatizado que não resolve os problemas. Também foi identificado que a empresa apagava comentários negativos nas redes sociais, o que, segundo o MP, configura tentativa de ocultar reclamações públicas. Além disso, há relatos de produtos com defeito e até de cosméticos diferentes do anunciado.

Na ação, o promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva, titular da 70ª Promotoria de Justiça, destacou um trecho de uma fala de Thiago Stabile, sócio da WePink, em que ele admitiu que a empresa vendeu produtos sem ter estoque suficiente. “A gente tinha 200 mil faturamentos por mês. A gente saltou de 200 mil faturamentos por mês para 400 mil faturamentos por mês. De fato, tivemos um problema de abastecimento, porque a gente cresceu muito rápido. Algumas vezes, (sim) demora, porque algumas matérias-primas acabam, porque a gente vende muito”, declarou Stabile. Para o promotor, a fala caracteriza publicidade enganosa e má-fé contratual.

O Procon Goiás também lavrou um Auto de Infração em 26 de agosto de 2025, após constatar violações à defesa do consumidor. Em um dos casos analisados, uma cliente esperou sete meses pela entrega de um produto que nunca chegou, sem conseguir o estorno dos valores pagos. O MPGO pediu tutela de urgência para que a WePink suspenda as lives promocionais até que todas as entregas pendentes sejam regularizadas.

Entre as medidas exigidas, o MP solicita a criação de um canal de atendimento humano com resposta em até 24 horas, um mecanismo simplificado de cancelamento e reembolso com devolução em até sete dias, e multa diária de R$ 1 mil por descumprimento. Além disso, o órgão pede indenização por dano moral coletivo de R$ 5 milhões, valor destinado ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor (FEDC), e indenização individual para os consumidores lesados.