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O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) ameaçou dar voz de prisão ao ativista Thiago Torres, conhecido como “Chavoso da USP”, durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pancadões da Câmara Municipal de São Paulo. A comissão investiga supostas ligações do crime organizado com bailes funk nas periferias da cidade. Torres foi convocado como testemunha, mas acabou confrontado pelo presidente da CPI ao afirmar que o crime ocorre “inclusive dentro dessa Casa”.
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Imediatamente, Rubinho Nunes e a vereadora Cris Monteiro (Novo) exigiram que o depoente apontasse quais vereadores estariam ligados a grupos criminosos. “O senhor afirmou categoricamente. Quem é o vereador ligado ao crime organizado? Se o senhor não responder, vou adotar as medidas legais”, disse Nunes, acrescentando que mandaria recuperar na transmissão da sessão o momento da declaração e que Torres “sairia preso” caso negasse.
Durante a confusão, as vereadoras Keit Lima e Amanda Paschoal, do PSol, defenderam o ativista, afirmando que os outros parlamentares distorciam suas declarações. Um dos advogados de Torres também contestou a ameaça, questionando: “Presidente, senhor falou que vai dar voz de prisão. Quero que o senhor fundamente isso. O senhor está cometendo abuso de autoridade. Está focado em fazer corte”.
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Mesmo com os questionamentos, Rubinho Nunes determinou que a assessoria técnica da Câmara fizesse o recorte da declaração de Torres e enviasse ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), “para a adoção das medidas legais no tocante a falso testemunho”.
Instalada em maio, a CPI dos Pancadões apura falhas da prefeitura na fiscalização de festas clandestinas que perturbam o sossego, além de investigar organizadores e possíveis conexões com o crime organizado.







