Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Venezuela acusa EUA de pirataria após apreensão de navio petroleiro no Caribe

Ação militar anunciada por Donald Trump amplia tensões, envolve combustível sancionado e reforça a pressão dos EUA sobre o governo de Nicolás Maduro

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A Venezuela acusou os Estados Unidos de pirataria internacional após militares norte-americanos apreenderem um navio petroleiro no Caribe, ação que Washington justificou como parte das sanções aplicadas contra os governos da Venezuela e do Irã. Logo no anúncio, feito pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira (10/12), ele afirmou que a embarcação teria sido detida “por um bom motivo”, o que ampliou as críticas de Caracas e intensificou o conflito diplomático envolvendo petróleo, sanções e presença militar na região.

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O governo de Nicolás Maduro reagiu imediatamente e declarou que a operação confirma, segundo sua avaliação, a intenção dos EUA de “se apropriar do petróleo venezuelano”, classificando o episódio como “roubo flagrante”. Para Caracas, a fala de Trump reforça que a estratégia norte-americana faz parte de um plano maior para pressionar economicamente o país e atingir diretamente sua principal fonte de receita.

Trump classificou o navio como “o maior petroleiro já apreendido” pelos Estados Unidos, embora autoridades americanas não tenham divulgado o nome da embarcação nem o ponto exato onde ocorreu a interceptação. Já o grupo britânico de gestão de riscos marítimos Vanguard afirmou acreditar que o cargueiro se chama Skipper e que a ação aconteceu próximo à costa venezuelana.

A apreensão foi conduzida pela Guarda Costeira dos EUA, com apoio da Marinha, e integra uma ampla campanha de pressão que combina sanções econômicas, ações navais e ofensivas contra embarcações suspeitas de transportar combustível sancionado ou ligadas ao narcotráfico. Nos últimos meses, Washington intensificou sua presença militar no Caribe, enviando porta-aviões, jatos e diversos navios em operações classificadas como “guerra contra o narcotráfico”.

Para analistas, a ação representa um novo avanço na política de pressão dos EUA, já que atinge diretamente o setor petrolífero venezuelano, considerado crucial para a economia do país. Além disso, o episódio reforça a escalada militar na região e evidencia o aumento das tensões entre Washington e Caracas.