Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Vaticano condena poliamor e reafirma casamento como unidade exclusiva entre duas pessoas

A nova nota doutrinal do Dicastério para a Doutrina da Fé defende a monogamia como base do matrimônio, alerta para riscos de abusos e reforça que relações sem exclusividade violam a dignidade do parceiro
Foto: REUTERS/MICHAEL KAPPELER

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O Vaticano publicou nesta terça-feira (25/11) uma nota doutrinal que condena o poliamor e reafirma que o casamento é “uma unidade composta por duas pessoas”. O documento do Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF), aprovado pelo papa Leão XIV e intitulado “Una caro. In Praise of Monogamy”, destaca logo no início que, sem exclusividade, não há respeito pela dignidade do parceiro, já que o compromisso matrimonial exige entrega mútua entre duas pessoas.

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De acordo com o texto, o Vaticano reforça que a monogamia não deve ser vista como restrição, mas como uma forma de amor construída para durar. O documento, dividido em sete capítulos, argumenta que a fidelidade permite um relacionamento baseado em pertencimento mútuo, cuidado contínuo e respeito à liberdade do outro, que possui “a mesma dignidade e, portanto, os mesmos direitos”, conforme publicado pelo Vatican News.

A nota também alerta que, em uma relação autêntica, ninguém deve ser usado como válvula de escape para frustrações pessoais. O DDF condena explicitamente situações de abuso dentro do matrimônio, citando “desejo doentio que leva à violência explícita ou sutil, à opressão, à pressão psicológica, ao controle e, em última instância, à asfixia”. A orientação reforça que o amor conjugal não pode ser confundido com práticas que violem a integridade emocional ou física do parceiro.

Segundo o documento, a sexualidade é apresentada como uma união entre corpo e alma, e não como simples satisfação momentânea. É descrita como “um dom maravilhoso de Deus”, compartilhado apenas entre duas pessoas, com potencial de gerar filhos, ainda que nem todo ato sexual precise ter como objetivo direto a procriação.

Por fim, o DDF determina que “todo casamento autêntico é uma unidade composta por duas pessoas”, ressaltando que essa relação íntima e totalizante não pode ser compartilhada com terceiros, reforçando a posição da Igreja Católica contra o poliamor.